• Da Redação

Hilton De Franceschi | Voto Impresso

O Brasil é badalado como país em desenvolvimento desde os meus tempos de estudante secundarista. Sem revelar minha idade, garanto que isso já faz muito tempo.


Muito se discute dos gargalos que nos impede de entrar definitivamente no bloco dos países mais desenvolvidos do mundo.


O assunto que mais elegeu políticos, de vereador a presidente da república, em todos os tempos no Brasil, sempre foi à falta de investimentos na educação. Todos prometiam muitos recursos e novos projetos.


Os eleitos até apresentavam os bilhões destinados à educação. Já a oposição cacarejava dizendo que os valores eram insuficientes e os projetos equivocados. Ao eleger os seus, a crítica só virava de lado. O certo é que em todos esses anos o país pouco avançou, mas a educação como fator de desenvolvimento, rendeu muitos votos.


A enorme corrupção, descortinada nos governos Lula e Dilma, passou a ser apontada, desta vez, como a responsável pelo atraso econômico e social do nosso país.



No entanto, como muitos desses corruptos se reelegeram, outros buscaram abrigo em cargos políticos de menor expressão como forma de manter os privilégios e, por derradeiro, quando o STF mandou soltar os ladrões que já haviam sido fisgados pela lei, encerrou-se a discussão sobre a relevância do desviou de dinheiro público no processo de desenvolvimento do país.


A violência urbana que sempre foi um indicador de avaliação negativa para as pretensões do Brasil, bastou o simples gesto de Bolsonaro, apontando uma arma durante as eleições, para mexer com o imaginário dos eleitores e o consagrarem, nas urnas.


É só esperar, o debate desta vez, será bizarramente acalorado, como se importante fosse para o futuro das novas gerações - A discussão sobre o voto impresso nas próximas eleições - Defendo o voto impresso, mas ele não tem importância alguma no processo de desenvolvimento do país, ainda assim vai estar na pauta, como pano de fundo, dos assuntos econômicos, mas na pratica um garantidor de votos.


Desviar o foco do que realmente interessa sempre foi à estratégia dos que tinham a obrigação de fazer e não fizeram. Criar pautas irrelevantes com o objetivo de confundir os muitos eleitores pouco atentos são artimanhas rasteiras, mas que sempre funcionaram, ao menos na busca do voto.


Uma boa semana para todos.



Hilton de Franceschi

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