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Igor Noronha | Giro da Semana

ATÉ LOGO

Por conta do período eleitoral que se aproxima deixarei “o giro” e nossa troca de ideias por aproximadamente 90 dias. Até aqui foram 185 colunas semanais. O principal motivo de escrevê-las és tu leitor e leitora pelos retornos, sugestões e comentários. Agradeço o convite e a confiança do Rafael Peruffo que jamais limitou minha liberdade de escrita.

 

LIBERDADE

Para cumprir o seu papel a imprensa precisa muito dela. Ser livre do orçamento público que viabiliza um negócio privado. Ser livre dos cargos na administração pública que servem para acomodar a falta de preparo para outros ofícios, onde capacidade e eficiência falam mais alto que a simples troca de favores.

 

TURFE

A corrida de cavalos é o esporte que mais gosto de assistir. A analogia feita pelo Ricardo Hoffmann retrata bem o cenário político que estamos vivendo. Já vi muito cavalo disparar e sem adversário para acompanhá-lo, folgar na frente e vencer, de ponta a ponta, a carreira. Também já vi cavalos cansarem, por que deram muito “gás” no início, e verem seus adversários passarem por eles sem maiores esforços. A eleição é uma longa carreira, cujo desfecho nós veremos na noite de 06 de outubro. O nome que o narrador dirá após o “cruzam a faixa final” está em aberto.

 

SEM CARREIRA CORRIDA

O deputado federal Alceu Moreira (MDB) tem uma frase bem adequada ao momento, tanto para a Prefeitura quanto para a Câmara: “o já ganhou é primo do já perdeu”.

 

TURISMO

O Plano de Desenvolvimento Estratégico (2022/2030) do Corede já apontava o Setor como nossa segunda vocação econômica. Sebrae e Unissinos já apresentaram estudos e diagnósticos. No início do mês tem trabalho pelo Plano Municipal. Estamos na torcida que o planejado vire realidade no nosso cotidiano.

 

OUTRO PLANO

O de Desenvolvimento Rural, feito no final do Governo Neiron, nunca foi colocado em prática pelo sucessor, GG. O histórico de abandono do setor da nossa principal vocação econômica é grande.

 

PNE

Dia 25 o atual Plano Nacional de Ensino completou 10 anos, período de sua validade. É uma norma programática que estabelece metas para União, estados e municípios. Os números de Cachoeira, disponíveis pelo governo federal, são de 2018, e apontam que a única meta atingida, naquilo que é competência do município foi a alfabetização e analfabetismo funcional de jovens e adultos. Nas demais, das creches às escolas de tempo integral, ficamos a desejar. Assunto para o período eleitoral.

 

PREFEITOS PASSAM, A CIDADE FICA

Ghignatti nomeou servidores no finalzinho da validade do concurso público feito por Neiron e só o fez para não responder a ações judiciais. José Otávio, que sequer pagou algumas emendas impositivas do seu governo não pagou as deixadas pelo governo do seu antecessor. Precisamos diferenciar política pública institucional de política pública de governo.

 

LIÇÃO

Pode-se aprender por experiência própria (geralmente a mais dolorida) ou pelos erros ou acertos dos outros. Roger Gomes da Rosa, profissional da saúde e Secretário da pasta de GG, escalou um advogado para lhe assessorar nos assuntos relacionados à gestão. Enfrentou apenas os problemas históricos de falta de recursos e estrutura, alheios a ele. A consequência desta falta de cuidado é o que estamos vendo na CPI, onde o que mais importava, custasse o que custar, era a foto e a reportagem. A mudança da lei de improbidade que passou a punir condutas dolosas (com vontade) pode livrar gestores pouco responsáveis.

 

FGTS CALAMIDADE

O cachoeirense terá que esperar a decisão do Tribunal Regional Federal para ter acesso ao recurso. Ações não tomadas ao seu tempo geraram apenas reações, marca do atual governo.

 

PERDA

Na última semana perdi a vó materna, a mãe que apenas não me gerou. Fiquei um pouco órfão, mas os grandes momentos que vivemos me acompanharão para sempre. Agradeço as várias manifestações de solidariedade e os abraços durante a cerimônia de despedida.



Igor Noronha

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