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Jaqueline Machado | Fico

8 de set.
2 min de leitura

Fico. Mas de agora em diante, só onde sinto que faço falta. Onde me querem, estarei de corpo e alma. Pois sou assim: inteira e entregue a tudo e a todos que, com verdade, se ligam a mim. Onde percebo atitudes estranhas que se repetem, dou um passo para trás. E na distância, observo. Observo os porquês das coisas escondidas por quem não tem coragem de viver a própria verdade. Vaidade...


Vaidade das vaidades, disse o Rei Salomão sobre aqueles que falam de amor, mas não o sentem. Falam de essência, mas vivem mascarados. Repetem a palavra gratidão como se fosse um mantra, mas são adeptos do egoísmo. E temem dividir os grandes espaços. Por isso gosto do arquétipo de Jesus. Mesmo sendo grande, fez-se pequeno, para que esses pequenos se tornassem grandes.

Seu amor, sim, era sincero. Também fez de prostitutas, rainhas; de leprosos, pessoas sadias.


Gostava de brincar com crianças e de dançar em festas. Demonstrando que aproveitar a vida é a maior e mais poderosa de todas as preces. Quem tem domínio de si não teme perder, pois conhece e desfruta da fonte da abundância. Ora eu brilho, ora você brilha, ora deixemos o outro brilhar. E depois, brilhemos todos juntos, de mãos dadas, formando uma constelação de paz aqui na Terra, assim como é no Céu. Sim. Eu fico. Mas só onde a verdade me abraça e me permite sentir-me à vontade. Ninguém é melhor que ninguém. Somos todos iguais e diferentes ao mesmo tempo. E deixo aqui o meu convite: que doemos o que há de melhor na gente e construamos juntos um futuro próspero, inteligente e mais elegante.

 

Jaqueline Machado.

 
 
 

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