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MP articula força-tarefa para reduzir judicialização no atendimento a crianças e adolescentes com TEA em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • 6 de fev.
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) iniciou uma mobilização institucional para enfrentar a crescente judicialização do atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Cachoeira do Sul. O tema foi discutido em reunião realizada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, reunindo representantes do Estado, Município e órgãos de Justiça.


O encontro foi conduzido pela Promotoria de Justiça Especializada de Cachoeira do Sul, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (CAOEIJ), e contou com a participação das promotoras Débora Jaeger Becker e Cristiane Della Méa Corrales, coordenadora do centro.


Durante a reunião, o procurador do Estado Lourenço Orlandini apresentou um estudo detalhando a situação das ações judiciais que atualmente garantem atendimentos por meio de bloqueios de valores das contas do Governo do Estado. O levantamento destacou especialmente a realidade da Comarca de Cachoeira do Sul, onde a demanda por decisões judiciais tem sido significativa.


A proposta é usar esse diagnóstico para incluir o município em um projeto de qualificação dos serviços de saúde, buscando ampliar a oferta de atendimento especializado e, consequentemente, reduzir a necessidade de novas ações na Justiça.


Mapeamento da rede

Como primeiro encaminhamento, ficou definido que a Secretaria Estadual da Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde farão um levantamento completo dos serviços atualmente ofertados ao público com TEA, tanto na rede estadual quanto na municipal.


O trabalho será coordenado pela secretária adjunta estadual Ana Lúcia Pires Afonso da Costa e pelo secretário adjunto municipal Simon Fahin Boustany Filho.


O objetivo é identificar gargalos, qualificar atendimentos, melhorar o direcionamento dos pacientes e dimensionar demandas que hoje não são absorvidas pelo sistema.


Novo fluxo antes da Justiça

Outro ponto acordado foi a criação de um fluxo prévio ao ajuizamento de ações, com a concordância da Defensoria Pública.


Pelo novo modelo, os pedidos de atendimento deverão passar por análise do Centro Estadual Macrorregional, responsável por realizar avaliação técnica e elaborar plano terapêutico. A negativa só ocorrerá quando realmente não houver possibilidade de atendimento pela rede local.


A expectativa é que o procedimento torne o acesso mais rápido e organizado, evitando processos judiciais desnecessários e garantindo melhor uso dos recursos públicos.


Também participaram da reunião representantes da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde e do Programa TEAColhe, reforçando a articulação entre os diferentes níveis de gestão.


A iniciativa busca, sobretudo, garantir mais eficiência, planejamento e continuidade no cuidado às pessoas com TEA, priorizando soluções administrativas antes de recorrer ao Judiciário.


 
 
 

1 comentário


Renan Gilberto
Renan Gilberto
07 de fev.

Do ponto de vista no que tange ao atendimento médico especializado, é evidente que necessita ser revisto todos os procedimentos., já no que se refere ao ensino, seria necessário uma grande mudança, rever vários pontos e dar prioridade a nível de pessoal para que estas crianças sejam bem atendidas desde o primeiro dia,a falta de pessoal, material e espaço é grande. Mas nada disso deve ser resolvido no início do ano letivo e sim, ao final de cada ano. Muitas vezes faltam classes, cadeiras, salas de aulas e/ou banheiros adaptados.

Tenho visto apenas*especialistas* sendo ouvidos e discutindo este assunto, mas e os Monitores? Os professores, tanto de AE quanto de sala de aula?

É chegado o momento de serem ouvidos..

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