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  • Foto do escritorDa Redação

Mulher teve cabeça parafusada e dentes quebrados antes de ser morta em Encruzilhada


A Polícia Civil de Encruzilhada do Sul prendeu na manhã desta segunda-feira, 17, um homem suspeito torturar e assassinar Andressa Caroline de Lima de Freitas, 27 anos, encontrada morta dentro de casa, na tarde de domingo, 15, no município do Vale do Rio Pardo. O investigado é João Francisco Mikloski de Vargas, 49, ex-namorado da vítima. Ele foi detido em Amaral Ferrador, no sul do Estado, a 56 quilômetros do local do crime.


De acordo o delegado responsável pela investigação, Róbinson Palominio, o suspeito teve um relacionamento de um ano e um mês com a vítima e se separou dela há alguns meses. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Andressa havia dito ao homem que estava grávida e pedia dinheiro a ele, supostamente para pagar exames de gravidez. "Ele desconfiou da mentira e, um dia antes do crime, disse para ela: "Sábado irei aí e, se tu não estiver grávida, eu farei tu ficar", contou o delegado.


O corpo de Andressa foi encontrado por vizinhos na casa em que ela morava, com lesões graves. O ex-namorado torturou Andressa antes de matá-la, introduzindo parte de um banco nas partes íntimas da vítima, bem como quebrando seus dentes e parafusando a cabeça dela.


A polícia aguarda laudo do Instituto-Geral de Perícias para confirmar a origem das lesões, mas vê indícios de tortura e de um possível estupro.


Conforme Palominio, o suspeito negou o crime na delegacia, mas seu depoimento apresentou contradições. "Ele disse que conversava com ela pelo WhatsApp e negou tê-la assassinado. Mas, quando perguntei o motivo para ele ter apagado as mensagens, ele disse: "Aí o senhor me pegou".


Segundo o delegado, testemunhas disseram que, durante a relação com Andressa, o homem era ciumento, possessivo e agressivo. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do suspeito e apreendeu celulares e objetos que devem ser periciados.


Róbinson Palominio diz que Vargas será representado pela Defensoria Pública. O órgão disse que aguarda andamento do inquérito policial para se pronunciar sobre a defesa.

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