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Projeto do Botafogo que atende mais de 400 crianças aguarda de documento da Prefeitura para ter luz

A sede do Botafogo Futebol Clube, mantenedor do projeto social Criança no Esporte, situado na Vila Nova, está com um impasse junto à Prefeitura Municipal, para que seja dado andamento para a solicitação de extensão de rede de energia própria para a RGE. "A nossa área foi cedida pelo estado ao município para fazer camping municipal. Estou solicitando essa possibilidade da ligação da energia desde a época do governo Ghignatti. O acesso ao campo onde precisamos da extensão da energia foi uma reivindicação que fizemos no Governo Pipa Germanos. Na época, ele remodelou esse acesso que vai para o nosso campo. Recentemente o vereador Azevedo da Susepe criou um projeto de Lei para transformar o acesso em rua e batizá-la com o nome de meu pai. Somos conhecidos em outros países, fazemos um grande e belo trabalho assistencial e de apoio aos jovens e não estamos recebendo uma ajuda que seria necessária, pois contamos hoje com uma energia precária que não é nossa. Inclusive compramos o poste que já está no local. Estamos com os equipamentos comprados, basta a Prefeitura emitir o documento necessário (carta de alinhamento) para a RGE ligar nossa energia", explica o presidente Enio Pinto Barbosa.


A reivindicação que o presidente se trata é na Rua Xavi Nazar, já que a sede está passando por problemas com a energia atual que não é própria. O secretário de Obras Luciano Lara afirma que já conhece o problema do local. "Quem faz a extensão de rede é a RGE, mas a primeira coisa que o senhor Enio deve fazer é solicitar via protocolo um pedido de uma carta de alinhamento para o andamento do serviço na Prefeitura", destacou.


A fiscal Fabiane Bittencourt enfatiza que a Prefeitura não possui a intenção de pagar a extensão de rede da RGE porque o local não é considerada uma rua do município. "O executivo jamais enviou um documento para o legislativo afirmando que o local que querem a extensão de luz fosse uma rua. Aquele acesso nunca foi loteado e transformado em rua, é uma gleba do município", explicou. O Botafogo colocou poste para o ligamento da energia. No entanto, o mesmo está localizado em um único trecho que não possui extensão de rede por não ser reconhecido pela Prefeitura como rua do município, mesmo tendo sido aprovado um Projeto de Lei para o nome oficial.



O Botafogo Futebol Clube, localizado no Bairro Alto do Amorim, de Cachoeira do Sul, é um clube sócio esportivo que teve como foco principal o futebol de competição. Além de ter sido o maior ganhador de títulos da cidade, incluindo as diversas categorias, o gol de placa é a implantação desde abril de 2008 do projeto de inclusão social, realizando um sonho antigo de um de seus fundadores, senhor Edir Pinto Barbosa, falecido em 2006.


O clube sempre teve uma preocupação com a sociedade cachoeirense, mesmo antes da implantação do projeto, visto que já participava de campeonatos municipais em todas as categorias por um longo tempo. O Botafogo tem como objetivo principal enquadrar crianças carentes dentro da sociedade, com perspectivas de um futuro melhor, tendo como missão a inclusão de crianças e adolescentes na sociedade, proporcionando alternativas de um futuro melhor através de atividades esportivas, lazer e cidadania.


O projeto social "Criança no Esporte" atendia mais de 400 crianças e adolescentes até o início da pandemia, quando as atividades foram pausadas. Desde a implantação do projeto, o clube conta com sua diretoria e alguns colaboradores, todos voluntários para a execução de diversas tarefas. Atualmente, o clube possui um comodato com a Prefeitura Municipal, o seu Centro de Treinamentos, numa área no Alto do Amorim, ao lado do Kartódromo Municipal, local em que são desenvolvidas as atividades. Além desta área, o clube ocupa um prédio, próximo ao CT, por cedência do município, onde estão instalados os serviços de apoio, com a cozinha, auditório, refeitório e outras dependências.


Conforme o presidente Enio, uma das primeiras etapas foi o cadastramento dos participantes, sendo que a expectativa inicial do clube era de aproximadamente 100 crianças contempladas, porém, acabou ultrapassando mais de 400 cadastradas e a cada final de semana surgem mais participantes. Foram criados pelo clube ainda carteiras de identificação dos participantes, juntamente com uma ficha, em que os mesmos são avaliados anualmente no encerramento das atividades do ano.

O público alvo do projeto são crianças e adolescentes entre os 4 e 17 anos e visa preencher o tempo ocioso destes jovens, com a prática do futebol, respeitando a individualidade biológica e o desenvolvimento da criança, utilizando o esporte como meio de socialização, interação e educação, sem esquecer do aspecto social. São crianças de toda a região e de todas as classes sociais, sem discriminação, dando ênfase para as crianças carentes e em risco social.


Enio ainda afirma que o projeto Criança no Esporte é desenvolvido de maneira que seja formativo e social, por meio da prática esportiva, palestras, oficinas e conscientização da preservação do meio ambiente. Por sábado, são totalizados 1.300 atendimentos ao mês, sendo que no período de fevereiro a dezembro de 2021, foi atingido um total de 13.200 atendimentos. É ministrada uma palestra por mês, em um total de 11 neste período, além de ter desenvolvido oficinas com as crianças e familiares, integrando as comunidades, bem como servir refeições em todos os encontros realizados a todos os envolvidos.


As atividades acontecem todos os sábados das 8h30min às 13h, com café da manhã, atividades esportivas, oficinas, palestras educativas e almoço. O Botafogo tem diversos parceiros que viabilizam o desenvolvimento do projeto, tais como Mesa Brasil do SESC, Comdica, Mococa, Jecrim, Justiça Federal, Lojas Benoit, Sicredi, Auto Peças Steindorff, Geguton, dentre outros. Todos os 18 recursos humanos são voluntários. Durante a pandemia, o projeto se voltou para trabalhos assistenciais, repassando doações de alimentos para as famílias dos meninos.


A sede do Botafogo é composta por quatro campos de futebol, vestiários, goleiras, refeitório, cozinha, banheiros, freezer, geladeira, fogão, TV, mesas, bancos, cadeiras, bolas, redes, coletes e cones. Somente em 2021, a estimativa de despesas foi de R$ 33.475,00.







 
 
 

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