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Réu por matar cunhada e esconder corpo, homem vai a júri na próxima semana

4 de fev. de 2021
2 min de leitura

Um caso de feminicídio que começou com o desaparecimento de um homem e sua cunhada irá a júri na próxima semana na Região Metropolitana. Evandro Ferreira, 44 anos, está preso desde setembro de 2018, quando confessou ter matado Elaine Silva da Silva, 52 anos, dentro de casa em Cachoeirinha. O corpo dela foi localizado dois dias após o sumiço deles, em Gravataí.


A sessão do júri está prevista para a próxima terça-feira, 09, em Cachoeirinha. Ferreira responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, devido ao uso de asfixia e pelo feminicídio, além de ocultação de cadáver. Quando foi preso, quatro dias após o crime, em Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, para onde viajou de ônibus, ele confessou ter matado a cunhada.


Na manhã de 11 de setembro de 2018, os colegas de Elaine na revenda onde ela trabalhava na área administrativa há cerca de 20 anos estranharam seu atraso. A funcionária não tinha faltas em seu histórico e era pontual. Elaine não tinha perfis em redes sociais e nem usava celular. Alertada pela empresa, a família tentou contato com Ferreira, para saber se ele havia deixado a cunhada no trabalho, mas ele não atendeu. O desaparecimento dos dois passou a ser investigado.


Elaine e Ferreira residiam no mesmo endereço, no bairro Parque da Matriz, em Cachoeirinha. Ela no andar de cima, com os pais e uma irmã, e Evandro no piso inferior, com a esposa e a filha adolescente. Imagens de câmeras próximas da casa captaram o momento em que o instrutor de danças havia deixado a residência em seu Siena vermelho. Pelas gravações não era possível perceber se a cunhada estava na carona. Todos os dias, ele costumava leva-la até a revenda, a cerca de dois quilômetros dali, e depois seguia para um curso profissionalizante.


Dois dias depois do sumiço, o corpo de Elaine foi encontrado em um matagal de Morungava, na área rural de Gravataí, ao lado do carro de Ferreira. O Siena estava com o porta-malas aberto, e o corpo dela em um mato, coberto por capim. Perto, estava a bolsa de Elaine, com documentos e dinheiro. Moradores relataram aos policiais que um homem "com as roupas sujas" teria sido visto circulando pela região.


Foto: Divulgação


Saiba mais: A investigação descobriu na época que, após sair de casa, Ferreira seguiu até um motel em Cachoeirinha. Cerca de uma hora depois, saiu e disse a funcionárias do estabelecimento que a mulher que aguardava não havia chegado.


Fonte: GauchaZH

 
 
 

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