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Sem acordo definido, Cachoeira do Sul segue sem ônibus nas ruas nesta sexta

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

A greve dos trabalhadores da Transporte Nossa Senhora das Graças (TNSG) começou com paralisação total do transporte coletivo urbano em Cachoeira do Sul nesta sexta-feira, 6 de fevereiro. Até as 9h30 da manhã, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do município, nenhum representante da empresa havia procurado a entidade para dialogar ou se manifestar oficialmente sobre a situação.


Desde a meia-noite, nenhum ônibus saiu da garagem, confirmando a adesão integral da categoria ao movimento. O primeiro horário previsto, às 5h30, já não foi realizado, deixando a cidade sem transporte público ao longo de toda a manhã.

Nas primeiras horas do dia, foi possível perceber aumento na circulação de veículos por aplicativo e caronas, além de passageiros aguardando nas paradas, muitos ainda sem saber da paralisação. Diversos trabalhadores relataram atrasos e dificuldades para chegar ao serviço.


Nas redes sociais, a greve gerou debate. Parte da população demonstrou apoio à mobilização, reconhecendo a reivindicação por melhores salários e condições de trabalho. Outros criticaram a interrupção total do serviço, destacando que dependem diariamente do ônibus para trabalhar, estudar ou realizar atendimentos de saúde.

Reivindicações

A categoria pede reajuste salarial e melhorias nos benefícios. Atualmente, o salário base dos motoristas é de R$ 2.043. Os trabalhadores reivindicam 10% de reposição salarial, além de 10% de aumento real para recuperação de perdas acumuladas.


Outra pauta envolve a chamada dupla função. Como muitos motoristas também exercem o papel de cobrador, recebem hoje apenas R$ 300 adicionais. O sindicato solicita que esse valor passe a corresponder a 30% do salário do motorista, o que representaria R$ 612,90 a mais.


Também há pedido de reajuste no vale-alimentação, que atualmente é de R$ 450, para R$ 500, com o mesmo valor estendido a todos os funcionários da empresa.


Assembleia e legalidade

A greve foi reafirmada em assembleia realizada na noite de quinta-feira (5), na Associação de Moradores do bairro Quinta da Boa Vista, com 80% dos trabalhadores presentes e apoio de representantes de seis sindicatos de outras cidades.


De acordo com o sindicato, a legislação foi cumprida, com aviso prévio de 72 horas aos órgãos competentes, incluindo Ministério Público e autoridades municipais, conforme exigido para serviços essenciais.


O presidente da entidade, Luís Aníbal Machado, afirma que a paralisação ocorre após várias tentativas de negociação sem avanço. “A empresa não apresentou proposta concreta de reajuste. Os salários estão defasados e a categoria decidiu que não havia mais como esperar”, declarou.


Posicionamento da empresa e do município

A direção da TNSG informou que acompanha a situação e aguarda decisão judicial. Já o governo municipal declarou que prepara relatório sobre os impactos da paralisação e poderá adotar medidas legais, inclusive responsabilização da empresa, caso haja descumprimento das exigências previstas para serviços essenciais.


Enquanto não há acordo, Cachoeira do Sul segue sem transporte coletivo, e a população precisa buscar alternativas para se deslocar pela cidade.


 
 
 

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