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Sem propostas, greve dos ônibus segue e frota opera com apenas 30% em Cachoeira

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de fev.

A paralisação do transporte coletivo urbano continua afetando milhares de usuários em Cachoeira do Sul. Uma nova audiência de mediação realizada nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, terminou sem acordo entre a Prefeitura, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cachoeira do Sul e a Transportes Nossa Senhora das Graças (TNSG), mantendo a greve da categoria.


Sem avanço nas negociações, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) redefiniu o funcionamento do serviço: apenas 30% da frota deve circular exclusivamente nos horários de pico, das 6h às 8h e das 17h às 19h. Fora desses períodos, não há obrigatoriedade de operação.


Segundo o secretário extraordinário de Transporte e Mobilidade, Orion Ponsi, a empresa não apresentou qualquer proposta aos trabalhadores durante a mediação. “A empresa não apresentou proposta nenhuma. Enquanto isso não ocorrer, a greve continua”, afirmou.

Impasse trava negociação

A paralisação começou no dia 6 de fevereiro e completa uma semana nesta sexta-feira (13). Os trabalhadores reivindicam recomposição salarial. Inicialmente, o pedido era de 10%, mas o sindicato já reduziu a proposta para 7% de reajuste, numa tentativa de acordo. “O pessoal já cedeu. Agora falta a empresa apresentar uma proposta concreta”, destacou o presidente do sindicato, Luiz Aníbal Machado.


A concessionária, que está em recuperação judicial, condiciona qualquer reajuste à autorização prévia do município para eventual aumento da tarifa, o que tem travado as negociações.


Prefeitura fará simulação da tarifa

A Prefeitura informou que realizará uma simulação tarifária para calcular o impacto do reajuste salarial no valor da passagem. Conforme determinação judicial, o levantamento detalhado dos custos do sistema deve ser entregue até o dia 20 de fevereiro.


Decisão judicial endurece regras

A mediação foi conduzida pelo desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa, com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Diante da ausência de acordo, o Tribunal reduziu o percentual mínimo de operação de 50% para 30%, restrito aos horários de maior demanda, e aumentou a multa diária para R$ 15 mil em caso de descumprimento, valor que pode ser aplicado ao sindicato ou à empresa.


O relator ressaltou que o transporte coletivo é serviço essencial e que a medida busca pressionar as partes a avançarem nas negociações. Também ficou assegurado o pagamento integral dos salários aos trabalhadores, inclusive aos grevistas, desde que mantidos os serviços mínimos exigidos.


Impacto à população

Enquanto não houver proposta formal da empresa, o impasse continua, prejudicando estudantes, trabalhadores e demais usuários que dependem do transporte público diariamente.


A expectativa agora é que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias para tentar encerrar o movimento.


 
 
 

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