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Vereadora Mariana Carlos aciona autoridades após ataques nas redes e fala em violência política de gênero

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • 6 de mar.
  • 2 min de leitura

A vereadora Mariana Carlos (PT), de Cachoeira do Sul, afirmou nesta sexta-feira, 6 de março, que acionou autoridades após ataques nas redes sociais que, segundo ela, configuram violência política de gênero. A manifestação ocorreu após a parlamentar receber críticas consideradas ofensivas à sua atuação no Legislativo municipal.


Em publicação, Mariana declarou que segue firme na defesa do seu direito ao exercício do mandato. “Ataques misóginos, machistas e criminosos não me intimidam e não ficarão sem resposta”, afirmou.


A parlamentar informou que as autoridades competentes já foram acionadas e destacou o apoio de algumas lideranças locais. Ela agradeceu à presidente da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul, Juliana Spolidoro (PSDB), ao delegado regional Laurence Teixeira e ao advogado Flávio Gomes de Lima, que acompanha o caso.


“Seguiremos firmes, por mim e por todas nós. Violência política contra mulheres não pode e não será normalizada”, escreveu.


Nota da Câmara

O caso também motivou uma nota pública de solidariedade divulgada pela Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul. No posicionamento, o Legislativo destacou que a vereadora exerce um mandato conferido pelo voto popular e que o debate político faz parte do funcionamento democrático do Parlamento.

Entretanto, a Câmara ressaltou que ofensas pessoais e tentativas de desqualificar ou intimidar a atuação de uma parlamentar são incompatíveis com o ambiente democrático.


Entre os comentários que motivaram a manifestação institucional, a vereadora foi chamada de “incompetente” e teve sua atuação questionada. Em uma publicação que circulou nas redes sociais, também foi afirmado que a parlamentar estaria “ganhando salário para ficar criticando o prefeito”.


Conforme apurado pelo portal Fatos 24h, Mariana também teria se sentido ofendida com uma postagem de um radialista da cidade que afirmou que ela estaria “ganhando salário para ficar vadiando pela cidade”, além de sugerir sua destituição do cargo.


Debate político e respeito

Segundo a nota da Câmara, divergências políticas são naturais e fazem parte da dinâmica do Legislativo. No entanto, discursos que buscam desqualificar ou sugerir a retirada de uma parlamentar do cargo por suas posições políticas podem representar tentativa de cercear o debate plural.


Por fim, o Legislativo reafirmou apoio institucional à vereadora, destacando que todos os parlamentares devem poder exercer seus mandatos livremente, conforme os princípios do Estado Democrático de Direito previstos na Constituição Federal.


A vereadora também agradeceu publicamente o posicionamento da presidente da Casa. “Agradeço, de forma especial, à presidente Juliana Spolidoro, pela atuação na defesa desta Casa Legislativa e do exercício democrático do mandato parlamentar”, declarou.


Até o momento, não houve manifestação pública das pessoas citadas nas críticas.


 
 
 

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