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Adriana Palladino | O retorno dos pets no dia 27 de outubro

há 1 minuto
2 min de leitura

O mexicano acredita que nossos entes queridos voltam para visitar suas famílias e eles celebram essa data não com tristeza, mas com alegria do retorno de todos que eles amam. Quem ainda não viu o filme/desenho: Viva: A Vida é uma Festa eu recomendo fortemente, mas, prepare o lencinho que é pura emoção!


Além das pessoas, eles também comemoram o retorno de seus amados pets e todo dia 27 de outubro eles preparam-se para recebê-los. As famílias montam altares, preparam as comidas preferidas, colocam fotos e brinquedos. O caminho que se cria para o retorno é repleto de flores laranjas chamadas calêndulas mexicanas para que os animais não se percam. O altar também é importante para que o pet consiga achar o caminho de casa.  A celebração é tão linda e tão incrível que é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.


Existe também uma crença que, depois que eles morrem, seus espíritos ficam conosco por pelo menos três meses nos confortando.


Nós, brasileiros, encaramos o luto totalmente diferente, com muita dor e sofrimento, mas confesso que a tradição mexicana me agrada muito, pois acredito que tanto os animais quanto os entes queridos, quando partem, não desejariam que as pessoas que eles amavam sofressem tanto e, com certeza, prefeririam a celebração da vida que tiveram ao sofrimento da partida.


Já perdi muitos animais nessa vida e, com todas essas perdas, eu aprendi que todos eles tinham uma missão de vida. Muitas perdas foram repentinas, é bem verdade, e essas com certeza são as que doem mais. O inesperado é dolorido, mas muitos que passaram pela minha vida tiveram uma história linda de amor; para muitos em seus leitos de morte eu disse: “Vai meu querido, você já cumpriu sua missão aqui, não sofre mais”


Quem tem muitos animais tem mais probabilidade de encarar essa perda com mais frequência, ainda mais se for como eu, que sempre tenho os mais debilitados, idosos e especiais. A partida está sempre a um passo de distância, mas depois de tantas perdas eu entendi que o importante é celebrar a vida, aproveitar a presença e lembrar com amor e carinho a ausência, lembrando sempre o privilégio do tempo em que estivemos juntos, respeitando sempre esse tempo que estiveram comigo.



Adriana Palladino

 
 
 

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