Após reeleição de Lula, Bolsa brasileira cai 10% interrompe negociações pela primeira vez desde a pandemia
A Bolsa de Valores brasileira (B3) interrompeu suas negociações na manhã desta segunda-feira (26), após registrar uma queda de 10% no Ibovespa, principal índice do mercado de ações do país. A forte desvalorização ocorreu no primeiro dia de funcionamento do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (25).
A paralisação, conhecida como circuit breaker, não acontecia desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, quando a crise sanitária provocou fortes quedas nas bolsas de valores de diversos países. É a 24ª vez que o mecanismo é acionado no Brasil desde sua criação, em 1997.

Segundo análises do mercado financeiro, a reação desta segunda-feira está relacionada à surpresa com o resultado eleitoral e às preocupações de investidores sobre a política econômica e o equilíbrio das contas públicas no próximo mandato de Lula.
O dólar também registrou forte alta durante a manhã, chegando à faixa de R$ 5,60, enquanto ações de empresas brasileiras sofreram perdas expressivas.
Por que a Bolsa interrompe as negociações?
O circuit breaker funciona como uma medida de segurança para momentos de quedas muito acentuadas. Quando o Ibovespa recua 10%, as negociações são suspensas por 30 minutos. Se a queda atingir 15% após a retomada, ocorre uma nova paralisação, desta vez por uma hora.
A última utilização desse mecanismo havia ocorrido há mais de seis anos, durante a pandemia. Antes disso, ele também foi acionado em momentos de crise econômica e política, como em 2008 e 2017.
A interrupção desta segunda-feira evidencia a forte reação inicial dos investidores ao resultado das eleições. No entanto, a queda registrada na abertura do mercado não determina, por si só, o comportamento da economia brasileira nos próximos meses.

















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