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Ações de combate à dengue da Saúde estão percorrendo os bairros da cidade

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    Da Redação
  • há 13 minutos
  • 4 min de leitura

A Secretaria Municipal da Saúde está atuando continuamente na prevenção e controle da dengue, com foco no verão 2025/2026. Deflagradas a partir do último dia seis de janeiro, as ações integradas da Diretoria das Vigilâncias em Saúde (DVS) já percorreram os bairros Promorar (dias 06/01 e 13/01), Habitar Brasil (06/01), Noêmia (06/01 e 13/01) e Ponche Verde (07/01). O cronograma será retomado a partir da próxima terça-feira no Santa Helena (20/01), Fátima (21/01), Tibiriçá (22/01), Centro (23/01), Oliveira (27/01) e Soares (28/01).


Nesta fase da estratégia local, a equipe está realizando a aplicação de larvicida biológico nas áreas monitoradas pelos agentes de combate às endemias. O larvicida utilizado é o BTI (Bacillus thuringiensis israelensis), uma bactéria biológica eficaz e segura no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue). O produto atua especificamente nas larvas presentes em águas paradas, sem causar prejuízos a humanos, animais ou ao meio ambiente aquático, podendo ser aplicado em diversas formulações, como pó, grânulos ou comprimidos.  



O método integra uma das etapas previstas pelo planejamento das Vigilâncias em Saúde, que estabelece protocolos em sequência para um plano efetivo e contínuo de controle da doença. “Diferentes produtos são manejados através de equipamentos/formatos diversos e usando técnicas adequadas à cada situação ou ambiente, sempre observando critérios técnicos devidamente preconizados pelo Ministério da Saúde e com segurança garantida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, destaca a bióloga da SMS, Rosinele Perez. Os métodos são adaptados conforme a frente de trabalho, sejam elas as visitas regulares dos agentes da vigilância ambiental, sejam as ações através de mutirões nos bairros, os roteiros veiculares das pulverizações ou das aplicações via equipamentos portáteis conectados às costas de cada operador/agente.



ARMADILHAS E RASTREAMENTO

A fase anterior à aplicação do larvicida biológico consiste no mapeamento das áreas a partir da instalação de armadilhas de oviposição (denominadas de ovitrampas), que visam atrair fêmeas do mosquito em locais estratégicos para acompanhamento e adoção dos protocolos de manejo dos mosquitos. Ao contrário da técnica de pulverização acoplada à veículo, que visa a eliminação de mosquitos adultos alados, as ovitrampas atuam na deposição dos ovos pelas fêmeas, permitindo o monitoramento e controle da população do inseto. 


“Funcionam como um criadouro artificial, com água, levedo de cerveja (para atrair o mosquito) e uma paleta de Eucatex onde a fêmea deposita os ovos. São instaladas mensalmente em torno de 100 armadilhas, mediante prévia autorização do proprietário ou responsável pelo imóvel, em locais estratégicos definidos a partir das características do lugar, devendo abranger residências particulares, áreas próximas a escolas, unidades de saúde, entre outros ambientes”, explica a bióloga.



MAPEAMENTO E ANÁLISE LABORATORIAL

A fim de monitorar os mosquitos, permitir a coleta dos ovos e viabilizar estratégias de vigilância e direcionamento de controle da dengue, as armadilhas permanecem uma média de cinco dias nos locais de instalação até o recolhimento das amostras e posterior análise laboratorial. Através deste mapeamento, enfatiza a profissional de saúde, é possível rastrear a população do mosquito, identificar com mais exatidão as áreas de risco e direcionar as ações de controle por parte do poder público. “As armadilhas são consideradas um método acessível e de alta sensibilidade para detecção de mosquitos em um determinado ambiente, que vem sendo bastante utilizado em outros municípios, com bom índice de aprovação”, destaca a bióloga.


Os protocolos técnicos adotados propiciarão a troca mensal destas armadilhas, em uma ação planejada pela DVS e desenvolvida concomitantemente com outras tecnologias em uso nas diferentes frentes de trabalho, que envolvem também: aplicação de produtos químicos e biológicos (a depender da técnica empregada) de maneira motorizada (inseticida Cielo em UBV para áreas maiores) ou através de máquinas costais - ou dispositivos portáteis carregados por operadores para tratar áreas de menor escala (larvicidas através de borrifação residual intradomiciliar - BRI); aplicação de larvicidas em pastilhas nos pontos estratégicos dos locais infectados e preliminarmente monitorados pelos agentes de endemias.


O controle da dengue começa pela limpeza dos ambientes

A secretária municipal da saúde, Camila Barreto, esclarece que o plano efetivo de controle da dengue está condicionado à sobreposição de esforços, através do manejo integrado de diferentes frentes: saneamento, educação em saúde, participação da comunidade, vigilância em saúde e controle vetorial. “Aliás, importante explicar que o controle vetorial prioritário é o mecânico (e de responsabilidade de todos), com remoção de focos e criadouros devendo ser adotada pelos moradores em cada imóvel, mediante adequada destinação de resíduos, em cuidados que devem ser rotineiros e periódicos”, detalha gestora da Saúde.


Segundo ela, a eficácia de qualquer uma das estratégias de combate ao mosquito adotadas pelas equipes dependem do trabalho preliminar de limpeza, seja nos espaços residenciais ou empresariais. “Os cuidados domésticos para eliminar os focos do mosquito devem permanecer e se manter como rotina dos ocupantes dos imóveis, somando-se à atuação das equipes, que permanecem diariamente nas ruas. Nos cenários de crise, como os que já enfrentamos em outros momentos, entra em cena com mais força o poder público com o devido controle químico condicionado às áreas mapeadas, muitas vezes atuando onde o trabalho preventivo ao mosquito já falhou”, acrescenta a titular da SMS.


MEDIDAS DE CUIDADOS EM CADA IMÓVEL


- Eliminar focos de mosquito da dengue regularmente e permitir acesso dos agentes durante as visitas, buscando as orientações técnicas trazidas por estes;

- Manutenção semanal das piscinas;

- Manter caixas d’água devidamente fechadas e verificar se há acúmulo de água sobre a tampa;

- Providenciar a limpeza de calhas e ralos, dos vasos de folhagem com areia, de pneus, manter garrafas viradas para baixo ou protegidas;

- Participação da população na fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Texto: Viviane Souza

 
 
 
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