top of page

Cachoeira do Sul ganha destaque estadual como polo emergente da olivicultura

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O município de Cachoeira do Sul foi destaque em reportagem publicada pelo Jornal do Comércio nesta quarta-feira, 18 de março, em matéria assinada pela jornalista Lívia Araújo, que evidencia o crescimento da olivicultura na região central do Estado.


Segundo a publicação, a cidade vem se consolidando como um dos principais polos emergentes da produção de oliva no Rio Grande do Sul e no Brasil, impulsionada por condições climáticas favoráveis, características de solo adequadas e pela chegada de novos produtores.


Safra de 2026 pode ser histórica

A expectativa do setor é de que 2026 registre a maior safra de olivas já vista no país, com a possibilidade de o Brasil alcançar cerca de 1 milhão de litros de azeite extravirgem.


No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, a projeção é de até 300 mil toneladas de azeitonas colhidas, cenário favorecido por um inverno com maior volume de horas de frio e uma primavera com menor incidência de chuvas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Olivicultura, essas condições são fundamentais para o desenvolvimento das oliveiras, influenciando diretamente na floração e na qualidade dos frutos.


Condições naturais favorecem produção

Entre os diferenciais de Cachoeira do Sul estão o microclima, a altitude e os solos bem drenados, características que criam um ambiente semelhante ao de regiões tradicionais da Europa.


Conforme o sócio-diretor da marca Puro, Fernando Farina, o conjunto de fatores naturais é determinante para a qualidade do produto. “A qualidade da fruta está diretamente ligada a esse ambiente. Fruta sadia resulta em azeite de qualidade”, destacou.


Outro ponto positivo é a ventilação constante, que reduz a umidade e a incidência de fungos, favorecendo o cultivo.


Setor atrai produtores e movimenta economia

Atualmente, o município reúne cerca de 30 olivicultores e integra um importante corredor produtivo ao lado de cidades como Encruzilhada do Sul, São Sepé e Caçapava do Sul.


Além da produção agrícola, a atividade impacta outros setores da economia, como turismo, transporte, indústria e serviços, atraindo visitantes interessados em conhecer os olivais e o processo de fabricação do azeite.


Empresas ampliam produção e apostam no mercado premium

Um dos destaques é a marca Puro, ligada à agroindústria Nostra Terra, considerada uma das maiores do segmento no país.


Com cerca de 37 mil oliveiras distribuídas em 150 hectares, a empresa projeta produzir até 35 mil litros de azeite na safra de 2026, apostando em produtos premium, com diferentes variedades e blends.


Desafios ainda persistem

Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios, principalmente relacionados à informação do consumidor.


Segundo o sócio-diretor Rafael Farina, a desinformação é hoje um dos principais entraves. “O nosso maior concorrente hoje não é outra marca, é a desinformação”, afirmou, ressaltando que muitos consumidores ainda têm dificuldade em diferenciar azeites frescos de produtos mais antigos.


Ele também destaca que critérios como aroma, amargor e picância são mais relevantes do que apenas a acidez na avaliação de um azeite extravirgem de qualidade.


Crescimento sustentável

Mesmo sem grande expansão de área plantada, atualmente em cerca de 6,5 mil hectares no Estado, o avanço da idade produtiva dos pomares contribui para o aumento da produção.


Esse cenário reforça a estratégia do setor gaúcho de atuar em nichos de maior valor agregado, priorizando qualidade em vez de volume, diante da concorrência com grandes produtores internacionais.


 
 
 

Comentários


bottom of page