Crianças da Vila Leopoldina ficam sem transporte para escolas Getúlio Vargas e Dinah Neri
- Lenon Quoos

- 11 de ago.
- 3 min de leitura
Famílias da Vila Leopoldina, nas proximidades do Aeroclube, em Cachoeira do Sul, procuraram o Fatos 24h para relatar dificuldades enfrentadas por crianças que estudam nas escolas Doutor Getúlio Vargas e Dinah Neri Pereira.
Segundo os moradores, aproximadamente dez crianças da região frequentam as duas escolas e utilizavam o transporte coletivo para chegar às aulas. O problema, conforme os relatos, é que o ônibus que atendia a localidade não estaria mais chegando até a região, deixando os estudantes sem uma alternativa de deslocamento.
Entre as famílias está a de um pai com três filhos matriculados na Escola Doutor Getúlio Vargas. Os moradores relatam que, anteriormente, os estudantes da região chegaram a contar com uma van escolar. O serviço, segundo eles, foi posteriormente retirado, e as crianças passaram a utilizar o transporte coletivo.
Com a dificuldade atual no atendimento da linha de ônibus, os pais passaram a buscar uma solução para garantir que os estudantes consigam chegar diariamente às escolas.
Famílias pedem solução para o transporte
Os moradores afirmam que não estão necessariamente reivindicando que a Prefeitura disponibilize transporte escolar permanente para as escolas onde os filhos estão matriculados. A principal preocupação é encontrar uma alternativa diante da ausência do transporte coletivo que vinha sendo utilizado.
Os pais chegaram a questionar a possibilidade de uma solução provisória, como o retorno de uma van, até que o atendimento do transporte coletivo seja normalizado.
A reivindicação, porém, esbarra nas regras que regulamentam o transporte escolar municipal.
Transporte escolar segue o zoneamento
Procurada pelo Fatos 24h, a Secretaria Municipal de Educação explicou que o Município não pode disponibilizar transporte escolar para estudantes matriculados em escolas que não sejam as unidades de referência da região onde residem.
A pasta esclarece que o transporte escolar segue critérios estabelecidos pela legislação e tem como referência a escola mais próxima da residência do estudante.
No caso da região da Vila Leopoldina, a EMEF Dr. Honorato de Souza Santos é apontada como uma das escolas de referência. Também foi citada a Escola Estadual de Ensino Fundamental Zilah da Gama Mór.
De acordo com a Secretaria, se os estudantes estivessem matriculados nas escolas de referência da região, haveria previsão de atendimento pelo transporte correspondente.
Entretanto, as famílias optaram pela matrícula nas escolas Doutor Getúlio Vargas e Dinah Neri Pereira, que ficam fora da área de referência para aquela localidade.
Escolha da escola fora da área de referência
A diretora administrativa da Secretaria Municipal de Educação, Flávia Schumacher, explicou ao Fatos 24h que, quando a família escolhe uma instituição diferente daquela definida como referência para a região, o deslocamento até a escola escolhida passa a ser de responsabilidade dos responsáveis.
Segundo Flávia, o transporte escolar municipal não pode ser utilizado para levar os estudantes até uma escola fora do zoneamento correspondente.
“Quando a família opta por uma escola que não é a escola de referência da região, para onde o transporte pode levar, acaba que a família se torna responsável por esse trajeto”, explicou.
Flávia também destacou que o transporte escolar municipal é destinado aos estudantes dentro dos critérios estabelecidos pela legislação, com atendimento especialmente relacionado à rede municipal rural, escolas do campo e localidades abrangidas pelo serviço, sempre considerando a escola mais próxima.
Problema relatado envolve também o transporte coletivo
Apesar do esclarecimento da Secretaria sobre o transporte escolar, os pais afirmam que o problema atual está relacionado principalmente ao transporte coletivo que era utilizado pelos estudantes.
Segundo os relatos recebidos pelo Fatos 24h, as crianças conseguiam chegar às escolas por meio do ônibus, mas o serviço teria deixado de atender a região da mesma forma.
Com isso, as famílias ficaram diante de um impasse: não há previsão de transporte escolar municipal para as escolas escolhidas fora da área de referência e, ao mesmo tempo, os pais relatam dificuldades com o transporte coletivo que utilizavam para levar os filhos às aulas.
A situação é especialmente preocupante para as famílias que não possuem veículo próprio ou outra forma de realizar diariamente o deslocamento dos estudantes.
Famílias buscam uma alternativa
Os moradores da Vila Leopoldina pedem que seja encontrada uma solução para o problema, principalmente em relação ao atendimento do transporte coletivo na região.
A questão, portanto, envolve duas situações distintas: de um lado, as regras do transporte escolar municipal, que impedem o atendimento de estudantes matriculados fora da escola de referência; de outro, a reclamação das famílias sobre a falta ou alteração do transporte coletivo que vinha sendo utilizado pelas crianças.

















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