Em tratamento de doença que compromete sua locomoção, procurador Bruno Müller é cobrado por Ana Paula por não comparecer à Câmara

Uma manifestação da vereadora Ana Paula Melo durante a sessão da Câmara de Cachoeira do Sul desta segunda-feira (21) provocou uma resposta pública do procurador-geral do Município, Bruno Müller. A parlamentar questionou a atuação do procurador no diálogo entre Executivo e Legislativo, enquanto Müller rebateu a crítica e explicou as limitações de saúde que o impedem de comparecer presencialmente à Câmara.
Durante seu pronunciamento, Ana Paula criticou a condução do diálogo pelo Governo Municipal:
“E aí a inabilidade do governo se mostra e fica muito claro quando o procurador jurídico, ao invés de vir construir conosco, sentar à mesa e nos atender, ele fica fazendo card para a rede social. Então isso é inadmissível.”
A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre o projeto que cria o cargo de coordenação da Casa Lilás. A proposta tem provocado divergências entre Prefeitura e Câmara e motivou a convocação de uma nova sessão para quarta-feira (23).

Procurador responde e explica ausência presencial
Bruno Müller está trabalhando em regime de home office enquanto enfrenta o tratamento de uma doença rara há meses. Conforme as informações apresentadas, a condição comprometeu os movimentos de seus membros inferiores e exige internações, deslocamentos para tratamento e sessões de fisioterapia.
Em resposta publicada nas redes sociais, o procurador contestou a afirmação de que estaria produzindo cards em vez de dialogar com os vereadores. Segundo ele, suas manifestações sempre ocorreram por meio de textos ou conversas diretas, inclusive com parlamentares recebidos em sua residência.
Müller afirmou que a ausência presencial decorre exclusivamente de suas limitações de mobilidade, situação que, segundo ele, é conhecida pela vereadora. Ressaltou, porém, que isso não impede o exercício de suas funções nem sua disposição para conversar com o Legislativo.
O procurador também declarou que permanece aberto à construção de soluções e que divergências de entendimento não devem ser confundidas com falta de habilidade para o diálogo.
Para Müller, utilizar sua ausência física como exemplo de falta de diálogo, tendo conhecimento das razões de saúde que a motivam, é uma crítica injusta.
A manifestação tornou pública mais uma divergência entre representantes do Executivo e do Legislativo, em meio às discussões sobre a tramitação do projeto da Casa Lilás.

















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