Famílias seguem em abrigo após enchente e cobram solução por moradia em Cachoeira do Sul
- Lenon Quoos

- há 1 hora
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O drama de quem perdeu tudo nas enchentes de 2024 ainda não terminou em Cachoeira do Sul. A moradora Ângela Maria Gomes da Silva, de 45 anos, afirma estar há mais de um ano vivendo em um abrigo municipal junto com os dois filhos, à espera de uma solução definitiva para moradia.
Segundo o relato, a família foi retirada de casa durante a enchente e, desde então, permanece no local provisório sem perspectiva concreta de reassentamento. “Queremos nossa vida de volta, um lar para chamarmos de nosso”, desabafou.
Ângela também relata dificuldades no dia a dia dentro do abrigo, como falta de privacidade e limitações na convivência, além da frustração com a demora no encaminhamento para uma casa definitiva.
De acordo com a Prefeitura, atualmente seis famílias seguem abrigadas no município em decorrência da enchente. No albergue, não há mais famílias nessa condição. Ainda conforme o Executivo, essas famílias estão no abrigo há cerca de um ano e recebem acompanhamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
A principal dificuldade para a solução do problema, segundo o município, é a falta de programas habitacionais disponíveis. Hoje, a alternativa existente é o programa Compra Assistida, cujos critérios são definidos pelo governo federal, o que limita a atuação direta da prefeitura na seleção e encaminhamento dos beneficiários.
Não há, até o momento, previsão para entrega de novas moradias, embora existam projetos em andamento. O prazo para reassentamento das famílias depende da liberação de recursos e da abertura de novos programas habitacionais.
Enquanto aguardam, as famílias recebem suporte básico, como alimentação, água, energia elétrica e materiais de limpeza. Ainda assim, o tempo prolongado em situação provisória tem gerado desgaste emocional e sensação de abandono entre os moradores.
O caso de Ângela evidencia a realidade enfrentada por parte dos atingidos pelas enchentes em Cachoeira do Sul: a dificuldade de reconstruir a vida diante da falta de moradia definitiva e da incerteza quanto ao futuro.
Abrigo municipal ainda acolhe famílias atingidas pela enchente de 2024 que aguardam moradia definitiva.






















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