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Fazenda da Tafona, Patrimônio Histórico do RS e de Cachoeira, terá visitação a partir de 27 de maio




Fazer uma imersão na Fazenda da Tafona, interior de Cachoeira do Sul, é alargar o conhecimento da nossa história e a possibilidade de sensibilização sob paradigmas humanos que podem incidir em nosso tempo. Essa possibilidade está ofertada ao público com o seu tombamento como patrimônio histórico de Cachoeira e do Estado do Rio Grande do Sul, e o seu espaço passa a ser aberto à visitação a partir de 27 de maio.


Quem olha a estradinha de chão batido, distante 17 quilômetros do centro de Cachoeira do Sul, não imagina que ela leva a um tesouro: com paredes brancas e aberturas em terracota, a casa do início do século 19 vai tomando forma no horizonte. Rodeada por açudes e campos onde pastam ovelhas, cavalos e bois, a Fazenda da Tafona é a representação de um passado distante, quando o Rio Grande do Sul era dividido em sesmarias e aos poucos começava a ser povoado por diferentes etnias, entre elas, a portuguesa.


O casal Marco Aurélio de Castro Schntz e Marô Vieira da Cunha Silva já conseguiu a inclusão no Sistema Nacional de Museus e hoje mantém 50% da área da propriedade com mata nativa. O restante é destinado à criação de gado e, principalmente, produção de alimentos orgânicos.


Quando se chega na Fazenda da Tafona, se ingressa em uma especialíssima plataforma do tempo. A memória humana do lugar se alarga por 12 mil anos. Encontra-se com populações paleoindígenas de caçadores-coletores, povos pampianos, etnias Guarani e Jê meridional, semeadores das primeiras lavouras, inventores da erva-mate.



 
 
 

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