Fila para balsa chega a 2h30 de espera e causa transtornos em Cachoeira do Sul
- Da Redação

- 5 de fev.
- 3 min de leitura

A travessia por balsa no Rio Jacuí, realizada pela Balsa Deusa do Jacuí, alternativa adotada após o bloqueio da Ponte do Fandango, tem provocado longas filas e espera de até 2h30 em Cachoeira do Sul. A situação tem gerado transtornos para moradores que dependem do deslocamento entre as duas margens da cidade, especialmente trabalhadores e pessoas com compromissos fora do município. P
Pela manhã, o problema é a travessia sentido Moron/Praia Nova, já no final do dia o problema é o fluxo contrário, de pessoas chegando na cidade.
Registros feitos por cachoeirenses mostram filas extensas de veículos aguardando embarque, principalmente nos horários de maior movimento. Quem precisa cruzar o rio relata dificuldades para cumprir horários de trabalho, consultas médicas e viagens previamente agendadas.
“Tenho que sair muito mais cedo de casa para não perder o horário no serviço. Mesmo assim, às vezes fico parado por mais de duas horas”, contou um trabalhador que utiliza a travessia. Outro morador relatou preocupação com compromissos fora da cidade: “Quem tem viagem marcada precisa se programar com muita antecedência, porque não tem garantia de quanto tempo vai levar para atravessar”.
A balsa gratuita é, no momento, a única forma de ligação direta após o bloqueio total da ponte para continuidade das obras de restauro. A previsão inicial é de que a travessia fluvial seja necessária por cerca de seis meses, período estimado para a execução das intervenções estruturais. Prefeito Balardin divulga nota sobre o assunto "SIGO cobrando do DNIT a entrada imediata da segunda balsa na travessia do Rio Jacuí. A situação atual é insustentável e está penalizando a população de Cachoeira do Sul.
O prefeito de Cachoeira do Sul, Leandro Balardin, entrou em contato nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, com o superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro, para reforçar a necessidade urgente da entrada em operação da segunda balsa na travessia do Rio Jacuí.
Na conversa, o prefeito destacou que a situação atual é insustentável. Com apenas uma balsa em funcionamento, as filas têm sido grandes e o tempo de espera ultrapassa duas horas, especialmente durante o período diurno e nos horários de pico. “Com o fluxo intenso de veículos, não é possível manter a operação com apenas uma balsa. A população está sendo muito prejudicada”, ressaltou Balardin.
O prefeito lembrou ainda que o contrato firmado pelo DNIT para a travessia prevê a utilização de duas balsas, justamente para garantir mais agilidade e segurança no deslocamento de veículos e pedestres enquanto durarem as obras de reabilitação da Ponte do Fandango.
Mesmo com pouco efetivo de servidores, Balardin também enfatizou que a Prefeitura tem deslocado pessoal para o local a fim de auxiliar na organização do fluxo e minimizar os transtornos à população.
“A Prefeitura está fazendo a sua parte para ajudar, mesmo não sendo a responsável direta pela operação. Mas é fundamental que o DNIT cumpra o que está previsto em contrato e coloque a segunda balsa em funcionamento o quanto antes”, concluiu o prefeito.
Risco de ficar sem Balsa Outro problema que assola a comunidade é o atual nível do Rio Jacuí, que segundo a Defesa Civil está em 15,15m nesta quinta, 5, quase três metros abaixo do seu nível normal. Se o rio continuar baixando, coloca em risco as travesias, impossibilitando que a balsa consiga parar nos atracadouros, ocasionando a suspensão dos serviços.
















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