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Gasolina fica mais cara em Cachoeira do Sul com impacto do aumento do ICMS

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura

O preço da gasolina comum amanheceu mais caro em Cachoeira do Sul nesta segunda-feira, 5 de janeiro. Em pelo menos alguns postos do município, o litro registrou aumento mínimo de R$ 0,11, elevando a média do valor para cerca de R$ 5,99. O reajuste reflete o impacto direto do aumento do ICMS sobre os combustíveis, que passou a valer a partir da virada do ano no Rio Grande do Sul e em todo o país.


A elevação do imposto estadual foi definida em 8 de setembro de 2025 pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), com base nos preços médios mensais apurados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


A comparação levou em conta o período entre fevereiro e agosto de 2025 em relação ao mesmo intervalo de 2024. Embora a decisão tenha ocorrido no segundo semestre, as novas alíquotas passaram a vigorar apenas em janeiro.

Com a mudança, o ICMS da gasolina comum no Rio Grande do Sul subiu R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 — alta de 6,8%. O reajuste também atingiu outros combustíveis: no diesel, o aumento foi de R$ 0,05 por litro; e no gás de cozinha, de R$ 0,08 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos.


Este é o segundo ano consecutivo de reajuste no imposto, já que os valores haviam sido atualizados em fevereiro de 2025. Segundo o Comsefaz, a gasolina é o combustível com maior impacto sobre o orçamento das famílias, o que amplia os efeitos do aumento sobre custos de deslocamento, serviços e mercadorias em toda a cadeia econômica. Dados recentes da pesquisa semanal da ANP indicam que os preços praticados nos postos do Estado já incorporam o novo valor do ICMS, com variações entre municípios, mas mantendo tendência de alta.


O aumento dos combustíveis ocorreu em todo o país a partir de 1º de janeiro, após anúncio conjunto dos governos estaduais e do Distrito Federal. De acordo com o Comsefaz, a medida atende à legislação que instituiu a cobrança de uma alíquota fixa por litro ou quilo, válida nacionalmente e atualizada anualmente.


Para 2026, as alíquotas do ICMS ficaram estabelecidas em R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo do gás de cozinha. O comitê argumenta que o modelo atual tem gerado perdas de arrecadação para estados e municípios em um cenário de elevação de preços e que a lei aprovada pelo Congresso em 2022 reduziu a autonomia estadual. Segundo o Comsefaz, no primeiro ano de vigência da norma, as perdas fiscais ultrapassaram R$ 100 bilhões anuais.


 
 
 

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