Após três anos sem reajuste e as vésperas das eleições, Governo Federal reajusta o Bolsa Família

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo por família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691. O valor médio, considerando os adicionais, deverá subir de cerca de R$ 675 para R$ 777.
Os novos valores começam a valer na folha de outubro, com pagamentos a partir do dia 19, conforme o calendário definido pelo final do Número de Identificação Social (NIS).
O reajuste anunciado corresponde à variação acumulada do INPC desde março de 2023, quando o atual formato do Bolsa Família foi instituído. O piso de R$ 600 estava sem reajuste desde então.
Veja os novos valores
Além do mínimo garantido por família, os valores que compõem o benefício também serão reajustados:
Valor por integrante da família: de R$ 142 para R$ 164;
Criança de até 6 anos: adicional passa de R$ 150 para R$ 173;
Gestantes: de R$ 50 para R$ 58;
Jovens de 7 a 18 anos incompletos: de R$ 50 para R$ 58;
Bebês de até 6 meses: de R$ 50 para R$ 58.
Por isso, famílias que recebem adicionais poderão ter um pagamento superior aos R$ 691.
Reajuste em ano eleitoral
A mudança foi anunciada a pouco mais de duas semanas das eleições de 2026. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a medida não cria um novo benefício nem amplia o público atendido, mas recompõe pela inflação valores já existentes.
A AGU sustenta que, por esse motivo, a correção não estaria alcançada pela vedação eleitoral.
Segundo o governo, o impacto estimado será de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. A previsão de gastos com o programa para o próximo ano passa de R$ 157,1 bilhões para aproximadamente R$ 179 bilhões.
Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias no país.
















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