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Greve geral é confirmada e ônibus não circulam a partir da meia-noite em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Os trabalhadores da empresa Transporte Nossa Senhora das Graças (TNSG), responsável pelo transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul, reafirmaram a greve geral da categoria e anunciaram que nenhum ônibus circulará a partir da meia-noite desta sexta-feira, 6 de fevereiro.


Com isso, o primeiro horário da manhã, previsto para as 5h30, já não será realizado. A paralisação será 100%, sem veículos nas ruas. A decisão foi confirmada durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 5 de fevereiro, na Associação de Moradores do bairro Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade. Cerca de 80% dos trabalhadores presentes votaram pela manutenção da greve, com apoio de representantes de seis sindicatos de outras regiões do Estado.


Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Cachoeira do Sul, toda a legislação foi cumprida, incluindo o aviso prévio de 72 horas, com comunicação formal ao Ministério Público e aos órgãos municipais, conforme exige a lei para serviços essenciais.

Reivindicações da categoria

De acordo com o presidente do sindicato, Luiz Aníbal Machado, a paralisação ocorre após sucessivas tentativas de negociação sem apresentação de proposta considerada satisfatória pela empresa.


Atualmente, o salário base do motorista é de R$ 2.043. Os trabalhadores reivindicam:

  • 10% de reajuste salarial, mais

  • 10% de aumento real para recomposição de perdas;

  • Pagamento maior pela dupla função (motorista também atua como cobrador). Hoje recebem R$ 300 extras, mas pedem 30% do salário, o equivalente a R$ 612,90;

  • Vale-alimentação de R$ 500 para todos os funcionários (hoje é R$ 450 para motoristas).


A categoria alega que os salários estão defasados e que houve pouco avanço nas negociações com a concessionária.


Pedido de compreensão

Os trabalhadores afirmam que a paralisação não é contra a população, mas uma forma de pressionar por melhores condições de trabalho. “Pedimos desculpas pelos transtornos, mas a greve é para garantir nossos direitos”, destacou o sindicato.


Histórico

O estado de greve já havia sido decretado no dia 27 de janeiro. Na segunda-feira (2), uma nova assembleia aprovou por unanimidade a paralisação, agora reafirmada de forma definitiva.


Até o momento, não há previsão para retomada do serviço.


 
 
 

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