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Grupo “Todas as Vozes” leva teatro inclusivo a escolas de Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O teatro como ferramenta de inclusão e transformação social. Esse é o propósito do grupo “Todas as Vozes”, criado em Cachoeira do Sul pelo monitor de educação especial Leonardo de Freitas, em parceria com um coletivo de mães.


A iniciativa reúne crianças de diferentes escolas da cidade em um projeto que valoriza o potencial individual e promove a convivência entre alunos com e sem deficiência, incluindo participantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência visual.


A mais recente apresentação ocorreu no Colégio Totem, no dia 24 de abril, com a peça “O Lobinho que Não é Mau”, uma adaptação inclusiva da clássica história dos Três Porquinhos. O grupo já passou por outras instituições e conta com estrutura móvel para levar o espetáculo a escolas e espaços interessados.


Ao todo, nove crianças integram o elenco: Heitor, Gabriel, Lara, Helena, Valentina e Sophia (da Escola Portella), Elisa (Colégio Totem), Betina (Escola Dinah Néri) e Sofhia (Escola Taufik). Juntos, eles mostram que inclusão vai além do discurso — ela acontece na prática, no palco e fora dele.

Origem do projeto

A ideia surgiu dentro do ambiente escolar. Leonardo, que atua como monitor, já desenvolvia atividades inclusivas com seus alunos. Em abril do ano passado, durante ações voltadas à conscientização sobre o autismo, criou uma peça inspirada nos X-Men, com o objetivo de abordar diferenças, habilidades e aceitação.


O ponto de virada veio com a participação de seu filho, Heitor, que é autista. O entusiasmo do menino com o teatro motivou a continuidade do projeto.

“Percebemos que não era só uma atividade escolar. Ele realmente se encontrou ali”, relata Leonardo.


A partir disso, nasceu uma nova montagem, “Alice no País da Inclusão”, que percorreu escolas e despertou o interesse de outros pais. O projeto então ganhou força, ampliando o número de participantes e passando a atuar de forma independente.


Expansão e impacto

Com ensaios realizados na clínica Ativamente, o grupo mantém uma rotina que vai além do palco. Os encontros também incluem momentos de integração entre as crianças, fortalecendo vínculos e estimulando o trabalho em equipe.

O projeto já tem agenda para novas apresentações em escolas como Liberato e Taufik, além de outros locais em fase de confirmação.


Mais do que encenar histórias, o “Todas as Vozes” busca provocar reflexão. Antes das apresentações, por exemplo, o grupo já incorporou recursos como audiodescrição, ampliando a acessibilidade para o público.


Inclusão na prática

Nos bastidores e em cena, o que se vê é cooperação. Crianças ajudam umas às outras, compartilham responsabilidades e aprendem, desde cedo, valores como respeito, empatia e solidariedade.


A proposta é clara: mostrar que todas as crianças têm potencial e podem ocupar qualquer espaço — inclusive o palco.


“É sobre olhar para cada criança e extrair o melhor dela”, resume Leonardo.

Para os pais envolvidos, o projeto também representa esperança. A convivência entre diferentes realidades contribui para a formação de uma geração mais consciente e inclusiva.

O grupo segue aberto a convites para apresentações e pode ser acompanhado pelas redes sociais, no Instagram @teatrotodasasvozes.

Crianças do grupo “Todas as Vozes” durante apresentação da peça “O Lobinho que Não é Mau”, promovendo inclusão e protagonismo em Cachoeira do Sul.

 
 
 

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