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Infecções respiratórias aumentam em Cachoeira e gravidade dos casos já levou mais da metade à UTI

Comunicado divulgado nesta quarta-feira, 27 de maio, pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) atualizou o cenário epidemiológico que evidencia o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para 60 internações em Cachoeira do Sul até o momento. Deste total, alerta a nota técnica, 51,67% dos casos apresentaram complicações clínicas e necessitaram de suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Pelo monitoramento da Secretaria Municipal da Saúde, o pico de casos de síndromes gripais deu-se na Semana Epidemiológica 19 (entre 10 e 16 de maio deste ano), que concentrou o total de 13 hospitalizações no período.


Dos 60 diagnósticos de SRAGs, nove tiveram contaminação pelo vírus Influenza, 39 por outros vírus respiratórios já especificados ou não em análises (sendo três óbitos nesta classificação) e outros 12 casos aguardam encerramento da investigação laboratorial. No cenário oficial, o coeficiente de incidência atual das síndromes respiratórias agudas graves é de 73,57 casos por 100 mil habitantes.


“Esse cenário nos remete a um alerta geral à população cachoeirense, em termos de chamamento à vacinação e da imediata adoção dos dos protocolos preventivos para contenção dos casos de gripe e das complicações clínicas pela doença, nos moldes do que já foi adotado em tempos de pandemia da Covid-19, com etiqueta respiratória, uso de máscara de proteção e isolamento dos contaminados”, avalia a secretária da Saúde, Camila Barreto.

LOTAÇÃO DOS SERVIÇOS E MOBILIZAÇÃO DA SAÚDE

O alerta da Secretaria Municipal da Saúde está embasado no crescimento da demanda por atendimentos a partir de quadros envolvendo síndromes gripais, seja na atenção básica (postos de saúde) ou junto aos serviços de urgência e emergência (UPA e Pronto Atendimento do HCB). Nesta segunda-feira (25/05), somente a Unidade de Pronto Atendimento registrou recorde de consultas por infecções respiratórias, com 313 atendimentos médicos e de enfermagem prestados, enquanto a média para o porte da UPA é de 150 atendimentos/dia.


A demanda sazonal originada a partir das baixas temperaturas motivou ações estratégicas de reforço assistencial voltadas ao enfrentamento sazonal de doenças respiratórias e outras intercorrências típicas do período de frio. A partir de iniciativas como Inverno Gaúcho com Saúde, a partir do qual o governo do Estado garantiu aportes financeiros, a Prefeitura Municipal já garantiu R$ 30 mil para o fomento da imunização e R$ 150 mil para fortalecimento e ampliação dos atendimentos de urgência e emergência, como foi a garantia de um terceiro médico para a UPA visando compensar o aumento da demanda já esperado.


Diante do agravamento do cenário epidemiológico, a secretária da saúde Camila Barreto reuniu nesta terça-feira (26/05) diferentes serviços da rede municipal de saúde (rede básica e unidades de média e alta complexidade) para avaliar a demanda atual e estudar estratégias de prevenção e medidas de cuidados que precisarão ser adotados pela população. Na reunião dos profissionais da saúde uma das constatações é de que o crescimento das síndromes gripais na cidade está diretamente relacionado ao índice de cobertura vacinal, o que no caso da gripe é de cobertura dos públicos prioritários (crianças, gestantes e idosos) em 45,61% da população estimada para 2026.


Este ano, o pior desempenho da imunização contra a Influenza está entre o público infantil, que apresenta atualmente o menor índice de imunizados entre os grupos prioritários, 33,75% do total estimado para Cachoeira do Sul. A baixa procura pelas doses destinadas às crianças deflagrou uma mobilização conjunta das secretarias municipais da Saúde e Educação pela verificação das cadernetas de vacinação dos alunos de escolas de educação infantil, com a imediata notificação de pais e responsáveis para a busca das doses faltantes do calendário de rotina.


BOLETIM DA FIOCRUZ REFORÇA ALERTA PARA O RS

O Rio Grande do Sul aparece em nível de alerta no Boletim Infogripe, divulgado pela Fiocruz na semana passada. O estudo aponta aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)e aponta que hospitalizações por influenza A continuarão aumentando no Estado. Conforme o boletim, a incidência de SRAG se mantém mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto o aumento nas demais faixas etárias tem sido impulsionado pela influenza A.


DVS ORIENTA PARA MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE

A principal medida preventiva, apontam os profissionais da Saúde, continua sendo a imunização para Influenza e Covid-19, além das doses de rotina indicadas pelo calendário anual do Ministério da Saúde. “Muito importante que as pessoas com fatores de risco se vacinem anualmente, o mais cedo possível, evitando contaminação no momento da sazonalidade. Reforçamos o chamamento para se vacinarem as pessoas com mais de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes em qualquer idade gestacional e demais pessoas com fatores de risco e que integrem grupos prioritários”, destaca a Diretora do DVS, Andréa Santos. A campanha nacional contra a Influenza segue oficialmente até este sábado (30/05), focando nos grupos de maior risco.


Para redução da transmissibilidade de vírus respiratórios, continua sendo importante adoção de um conjunto de medidas de prevenção e controle, que devem ser utilizadas de forma integrada e incluem, segundo o DVS:


* Etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar)

* Ventilação natural dos ambientes

* Higienização das mãos

* Evitar locais de aglomeração

* Isolamento de contaminados

* Uso de máscaras faciais (inclusive quando apresentar sintomas e estiver buscando atendimento em serviços de saúde, o que pressupõe contato com as pessoas em ambiente fechado)

Fonte: Viviane Souza/Ascom SMS.

 
 
 

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