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Jane Berwanger | A mulher rural e o preconceito invisível

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • há 2 horas
  • 1 min de leitura

No interior do Brasil, muitas mulheres acordam antes do sol para trabalhar na roça e cuidar da família. Mesmo fazendo tudo isso, elas ainda são muito desconsideradas. O preconceito nem sempre é falado em voz alta, mas aparece quando duvidam do trabalho delas ou dificultam o acesso aos seus direitos no INSS.


Um dos problemas é a aparência. Muita gente ainda acha que agricultora tem que ter um “jeito típico”, como se o campo não tivesse mudado. Só que hoje muitas mulheres usam tecnologia, dividem tarefas e até fazem outras atividades. Mesmo assim, muitas ainda precisam provar que realmente trabalham na roça — algo que nem sempre é exigido dos homens.


Outro ponto difícil é a documentação. Muitas vezes a produção está no nome do marido ou do pai. Quando a mulher pede um benefício, perguntam onde está a prova do trabalho dela, esquecendo que, na agricultura familiar, todo mundo trabalha junto. Isso acaba sendo injusto.


Também existe o peso da história de vida. Muitas começaram a trabalhar ainda crianças, ajudaram a família e não tiveram chance de guardar documentos. Anos depois, quando vão se aposentar, encontram dificuldades para provar um trabalho que fizeram a vida inteira.


Reconhecer a mulher rural é fazer justiça. Sem o trabalho dela, a agricultura familiar não se sustenta. O Direito Previdenciário precisa enxergar essa realidade e proteger quem sempre trabalhou, mesmo quando esse trabalho ficou por muito tempo na sombra.



Jane Berwanger (51) 9954-9090

 
 
 

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