Nono leilão judicial da Coriscal termina sem interessados em Cachoeira do Sul
- Lenon Quoos
- há 1 hora
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O nono leilão judicial do complexo da Coriscal, em Cachoeira do Sul, terminou sem interessados nesta quinta-feira, 21 de maio. Os prédios e estruturas industriais estão avaliados em R$ 8,47 milhões.
Pelo lance mínimo estipulado no processo, seria possível arrematar a área e as estruturas pelo valor de R$ 3,8 milhões.
O leilão judicial teve início há quatro anos e integra uma execução movida pela União contra a Cooperativa Agrícola Cachoeirense, desativada desde 2014.
Agora, um novo leilão deverá ser marcado pela Justiça Federal. Os lotes disponíveis podem ser conferidos no site da leiloeira Joyce Ribeiro.

O Lote 01 compreende uma área de cerca de 30 mil metros quadrados, incluindo prédios administrativos, escritório, ambulatório, cozinha, cantina, armazéns, oficinas, silos e caixas d’água. O imóvel foi avaliado em R$ 5,5 milhões, com lance mínimo de R$ 2,75 milhões.
Já o Lote 02 corresponde a um terreno de 8.856 metros quadrados, avaliado em R$ 2,1 milhões, com lance inicial de R$ 1,05 milhão.
Parte do patrimônio já foi vendido
De acordo com o ex-gerente de produção da Coriscal, Márcio Heleno, que atuou durante 12 anos na cooperativa, parte importante da estrutura industrial já foi comercializada nos últimos anos.
Segundo ele, já foram vendidos a indústria, os silos e as secadeiras. Ainda restam áreas como a fábrica de ração, terrenos, prédios, balança e o graneleiro.
Márcio relembra que a Coriscal chegou a ser considerada uma das maiores indústrias do setor no Rio Grande do Sul e afirma que muitos trabalhadores ainda aguardam pagamentos relacionados ao encerramento das atividades.
“Era muito forte, a maior do RS”, relatou.
Ele também afirma possuir valores pendentes ligados a um acidente de trabalho e destaca que procura atuar de forma coletiva na busca pelos pagamentos dos antigos funcionários.
Pagamento de ex-funcionários
Os recursos obtidos com os leilões são destinados ao pagamento de multas e indenizações trabalhistas envolvendo mais de 30 ex-funcionários da cooperativa.
O caso segue em tramitação judicial e ainda depende da venda total dos ativos da empresa. Conforme Márcio Heleno, enquanto existirem bens em nome da Coriscal, não há possibilidade de acionar diretamente os associados da cooperativa para cobrança de valores.
Mesmo após mais de uma década do encerramento das atividades, o futuro do complexo industrial da antiga Coriscal segue indefinido, enquanto parte do patrimônio continua sendo levada a leilão pela Justiça.















