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Nova sessão da Câmara pode “salvar” a Vigília do Canto Gaúcho de 2026

há 1 minuto
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A 31ª Vigília do Canto Gaúcho, anunciada nesta segunda-feira, 21 de setembro, pelo Governo Municipal como adiada para 2027, ainda poderá ser realizada em 2026. Uma alternativa surgiu durante a sessão da Câmara de Vereadores desta segunda, após ampla discussão sobre a tramitação dos projetos que impediram a votação da subvenção para o festival.


Os vereadores decidiram realizar uma nova sessão ordinária na próxima quarta-feira (23), a segunda desta semana. A intenção é apreciar o projeto que atualmente mantém a Ordem do Dia sobrestada e, na sequência, possibilitar a votação de outras matérias, entre elas o PLO nº 63/2026, que autoriza o repasse de R$ 190.550 à Associação Tradicionalista e Cultural de Cachoeira do Sul (ATC) para a 31ª Vigília do Canto Gaúcho e a 4ª Mostra Cultural Tradicionalista.

Casa Lilás precisa ser votada primeiro

O impasse está relacionado ao projeto que cria o cargo de coordenação do Serviço de Acolhimento Institucional Casa Lilás. A matéria está em regime que provocou o sobrestamento das demais deliberações da Câmara. O projeto também é alvo de divergências entre Executivo e Legislativo quanto a aspectos jurídicos e administrativos.


Durante a sessão desta segunda, vereadores utilizaram a tribuna para argumentar que a não votação da Vigília não deveria ser atribuída ao Legislativo. Segundo os parlamentares, mesmo que fossem obtidas as dez assinaturas buscadas para acelerar a tramitação da subvenção, a Ordem do Dia continuaria trancada enquanto a matéria da Casa Lilás não fosse resolvida.


A saída construída foi marcar uma nova sessão para quarta-feira. Com a apreciação do projeto da Casa Lilás, a expectativa é liberar a pauta e permitir que o projeto da Vigília também seja colocado em votação.


Quarta-feira vira decisiva para a Vigília

A mudança abre uma última possibilidade para manter o festival ainda neste ano.


Segundo o Executivo, caso a subvenção seja aprovada na quarta-feira (23), ainda seria possível sancionar e publicar a lei até quinta-feira (24), permitindo os encaminhamentos necessários para a organização do evento.


Esse é o termo correto neste caso: após a aprovação pela Câmara, o projeto segue ao prefeito para sanção. Depois, a lei precisa ser publicada para produzir seus efeitos. “Promulgação” também faz parte do processo legislativo, mas, nesse cenário de aprovação de um projeto do próprio Executivo e concordância do prefeito, a formulação jornalística mais natural é “sanção e publicação da lei”.


A Prefeitura havia anunciado nesta segunda-feira o adiamento da 31ª Vigília para o primeiro semestre de 2027, afirmando que o prazo inicialmente considerado limite para a votação era 21 de setembro. O Executivo argumentou que precisava da definição do recurso para contratos, inscrições, divulgação e demais preparativos.


Com a decisão dos vereadores de realizar uma nova sessão, porém, a quarta-feira passa a ser decisiva para definir se a Vigília ainda poderá ocorrer em 2026. Caso o projeto seja aprovado e a lei sancionada e publicada dentro do novo prazo apontado pelo Executivo, a organização poderá dar sequência aos preparativos do festival.

IMAGEM: FATOS 24H.
IMAGEM: FATOS 24H.

 
 
 

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