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Orlando da Silveira | Educação 5.0: a inclusão digital e sua relevância para a transformação

12 de mar. de 2021
3 min de leitura

Se refletirmos por um instante vamos perceber o quanto nossas vidas tem sido impactadas, seja em nossa rotina, vida diária, familiar ou na forma como lidamos com o mundo e, em específico, como atuamos no ambiente educacional, isto devido as grandes mudanças ocorridas nos últimos anos, as quais continuam em ritmo acelerado promovido pelo avanço tecnológico, uso crescente e amplo da internet, redes sociais e de ferramentas como a inteligência artificial, a qual teve e está tendo, uma inserção e presença crescente nos mais diversos meios, recursos, atividades e equipamentos que possuímos de alguma forma contato ou interação.


Diante de todas as informações, fatos e conhecimento sobre nossa vida e o mundo atual, podemos perceber e afirmar que talvez nunca na história existiu tamanha disponibilidade e facilidade de acesso para todos aos mais variados recursos tecnológicos do que na atualidade, porém precisamos refletir, analisar e pensar como poderemos mudar nossa pratica pessoal e profissional e usufruir desta disponibilidade de recursos de maneira que consigamos promover a inserção digital, a transformação e o desenvolvimento aos mais variados indivíduos e a sociedade em que estamos inseridos, pois segundo Fava (2014, p. 173) “os recursos tecnológicos devem ser utilizados quando forem eficazes para que se alcancem os objetivos didáticos e os objetivos de aprendizagem”.


Porém, com o apoio de Martendal e Lago (2015) apud Cruz (2004, p. 9-10), é importante entendermos o significado de inclusão digital e alguns aspectos relevantes:


A inclusão digital deve favorecer a apropriação da tecnologia de forma consciente, que torne o indivíduo capaz de decidir quando, como e para que utilizá-la. Do ponto de vista de uma comunidade, a inclusão digital significa aplicar as tecnologias a processos que contribuam para o fortalecimento de suas atividades econômicas, de sua capacidade de organização, do nível educacional e da autoestima dos seus integrantes, de sua comunicação com outros grupos, de suas entidades e serviços locais e de sua qualidade de vida.


Desta forma, a inclusão digital é também uma forma de transformação e capacitação dos indivíduos, e esta deve fomentar o seu desenvolvimento e a busca de informações e conhecimento através dos recursos tecnológicos e de comunicação que possui acesso, dando-lhe condições e habilidades para aplicá-los em sua vida e contexto social (MARTENDAL E LAGO, 2015).


Porém não é recomendável e não surtirá bons resultados e nem mesmo alcançaremos a transformação e o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade, se apenas lhe concedermos a disponibilidade de acesso à internet e não os capacitar para saber atuar, reagir e se proteger neste mundo digital, necessitaremos então adotar também ações de educação digital com este propósito (PACCES, 2018).


Ressalta-se ainda, sobre a necessidade de se levar em consideração o potencial transformador que a inclusão digital possui, pois pode fazer grande diferença na vida do indivíduo e ser o seu único meio de acesso a dimensão técnica, ao fornecer-lhe a obtenção da informação, do conhecimento e de capacitação, culminando assim na formação cultural da sociedade onde está inserido.


ORLANDO F. DA SILVEIRA

ADMINISTRATIONE | Assessoria, Consultoria e Capacitação em Gestão


REFERÊNCIAS

FAVA, Rui. Educação 3.0. 1. Ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

MARTENDAL. F.; LAGO, S. M. S. Uma reflexão sobre a Inclusão digital como forma de transformação e capacitação dos indivíduos. I CINGEN Conferência Internacional em Gestão de Negócios 2015. Cascavel/PR. Disponível em: http://cac-php.unioeste.br/eventos/cingen/artigos_site/convertido/9_Areas_Afins_das_Ciencias_Sociais_Aplicadas/Uma_reflexao_sobre_a_Inclusao_digital_como_forma_de_transformacao_e_capacitacao_dos_individuos.pdf.

PACCES, A. C. A inclusão digital como fator de desenvolvimento da sociedade da informação. DIGE. Revista de Direito Internacional e Globalização Econômica. v.03. n.03. 2018. Disponível em: http://revistas.pucsp.br/DIGE/article/view/38681/26257.

 
 
 

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