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Para encerrar a greve, MP sugere reajuste de 3,9% aos trabalhadores da TNSG

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 14 minutos
  • 2 min de leitura

A nova rodada de mediação da greve do transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul termina nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, sem avanço nas negociações entre a concessionária Transporte Nossa Senhora das Graças (TNSG) e os trabalhadores. A empresa não formalizou qualquer proposta de reajuste salarial aos funcionários, mantendo o impasse que já se arrasta há cinco dias.


Durante o encontro no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), o Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou como sugestão a aplicação de 3,9% de reajuste sobre todos os pedidos feitos pelos trabalhadores. O índice incidiria de forma individual sobre cada benefício, contemplando salário, vale-alimentação e outras reivindicações, como o benefício pago a motoristas que também exercem função de cobrador.


Caso seja oficializada, a proposta ainda precisará ser analisada em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário, que deflagrou a paralisação.


Enquanto não há acordo, o transporte público segue operando de forma parcial. Usuários relatam ônibus lotados nos horários de pico, reflexo da redução da frota em circulação.

Operação reduzida

Por determinação judicial, ao menos parte da frota voltou a circular, mas o serviço ainda é limitado. Atualmente, apenas quatro ônibus atendem a zona urbana, distribuídos nas linhas Promorar, Quinta da Boa Vista, Noêmia e Cohab, além de veículos em alguns itinerários interbairros e intermunicipais.


Dificuldade de diálogo

A mediação tem sido marcada por divergências entre o governo municipal e a empresa concessionária. A TNSG voltou a defender reajuste tarifário e a adoção de política de subsídio como condição para conceder aumento aos funcionários.


O diretor da empresa, Pipa Germanos, evitou comentar o andamento da paralisação.


Tarifa pode subir

Conforme relatos apresentados na audiência, a empresa alegou que só teria condições de atender às reivindicações com uma passagem em torno de R$ 9,30.


Caso fosse necessária a renovação da frota, o valor poderia chegar a R$ 12, números considerados inviáveis pela Prefeitura. Atualmente, a tarifa do transporte coletivo em Cachoeira do Sul é de R$ 5,70.


O que pede a empresa

A TNSG protocolou, ainda em dezembro, um pedido de reequilíbrio financeiro do contrato. Entre os pontos apresentados estão:

  • aumento do cálculo tarifário,

  • inclusão de remuneração residual da frota,

  • cobertura de seguro de passageiros,

  • custos com bilhetagem eletrônica,

  • reajuste na remuneração da diretoria e despesas com pessoal.


A Prefeitura informou que já havia rejeitado parte dessas solicitações em análises anteriores e questiona itens que considera fora do cálculo tarifário.



 
 
 
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