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Polícia Civil prende seis na segunda fase da Operação Metamorfose e busca outros três em Cachoeira do Sul

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Cachoeira do Sul, deflagrou na tarde desta quinta-feira, 3 de julho, a segunda fase da Operação Metamorfose, que busca desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de capitais no município.


A primeira etapa da operação ocorreu em 7 de maio de 2026, quando foi preso, em Capão da Canoa, o apontado líder da organização. Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos principais investigados em Cachoeira do Sul.


Nesta nova fase, a Justiça decretou a prisão preventiva de nove integrantes do grupo criminoso. Até o momento, seis mandados foram cumpridos, enquanto três investigados seguem foragidos e são procurados pelas equipes da Polícia Civil.

Presos na segunda fase

Entre os presos nesta quinta-feira estão:

  • Reni Giambastiani Sobrinho, conhecido como "GuiGui", preso nas proximidades da Delegacia de Polícia.

  • Anderson Medeiros Giambastiani, conhecido como "Tigrão", filho de Reni.

  • Vagner Luciano Pereira, conhecido como "Graxa", localizado no bairro Quinta da Boa Vista. Conforme apurado, ele é servidor da Prefeitura de Cachoeira do Sul e estava em horário de trabalho no momento da prisão.


Além deles, outros investigados que já estavam presos também tiveram a prisão preventiva decretada no âmbito da operação:

  • Nilson Alves Corrêa Júnior, conhecido como "Girino";

  • Vitor Leonardi Sortica, conhecido como "Caturrita";

  • Gabriel Leão Porto, conhecido como "Leitão".


A Polícia Civil informou que outros três alvos tiveram a prisão preventiva decretada, mas permanecem foragidos.


Investigação durou cerca de um ano

A investigação foi conduzida durante aproximadamente um ano e identificou uma estrutura organizada responsável pelo fornecimento e distribuição de maconha proveniente do Paraguai, abastecendo diversos pontos de venda de drogas em Cachoeira do Sul.


Segundo a DRACO, os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.


Líder movimentou mais de R$ 10 milhões

A análise financeira realizada durante a investigação revelou movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, a maioria dos suspeitos sequer apresentou declaração de Imposto de Renda nos últimos anos. Somente nas contas atribuídas ao líder da organização foi identificada uma movimentação superior a R$ 10 milhões durante o período investigado.


Ainda conforme a DRACO, o grupo utilizava um esquema estruturado para ocultação de patrimônio, com uso de "laranjas", depósitos fracionados e contas de passagem para dificultar o rastreamento dos recursos provenientes do tráfico de drogas.


As investigações continuam com o objetivo de localizar os três foragidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da organização criminosa.


 
 
 

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