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Prefeitura aguarda laudo técnico para definir solução no desmoronamento do Cemitério das Irmandades

A Prefeitura de Cachoeira do Sul informou que segue acompanhando o desmoronamento registrado nos fundos do Cemitério das Irmandades e aguarda a conclusão de um diagnóstico técnico que permita definir a melhor solução para estabilizar a encosta. O trabalho é realizado em conjunto com a Defesa Civil e órgãos estaduais.


Desde a identificação do problema, a principal medida adotada foi a interdição das áreas consideradas de risco pela Defesa Civil, com a notificação dos proprietários dos imóveis atingidos. Segundo a Administração Municipal, o objetivo é preservar a segurança da população enquanto os estudos são concluídos.


Atualmente, os documentos existentes são laudos preliminares elaborados por técnicos contratados pelo Hospital de Caridade e Beneficência (HCB), pela Mitra Diocesana e pela Defesa Civil do Estado. Conforme a Prefeitura, ainda não há um laudo conclusivo que determine as causas da erosão.

Como o Município não dispõe de equipe técnica especializada para realizar estudos geotécnicos de alta complexidade, foi solicitada ao Governo do Estado a elaboração do diagnóstico definitivo. O pedido está em tramitação junto à Defesa Civil Estadual e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), já que a gestão do Rio Jacuí é de competência estadual. Os estudos seguem as diretrizes estabelecidas pelo Grupo de Trabalho criado em 2024 pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí.


A Prefeitura também informou que não houve ampliação da área interditada desde as primeiras medidas adotadas. O monitoramento da encosta continua sendo realizado por meio de visitas periódicas da Defesa Civil.


Embora o desmoronamento permaneça ativo, a Administração Municipal destaca que a movimentação de terra registrada atualmente é considerada pequena quando comparada ao grande episódio ocorrido em 2024.


Estudos foram custeados pelos proprietários

Em relação aos investimentos realizados até o momento, a Prefeitura esclarece que os estudos técnicos foram contratados pelos proprietários das áreas afetadas, por se tratarem de imóveis particulares.


O Município afirma atuar como articulador entre os governos estadual e federal, especialmente após identificar que, até o início de 2025, o acidente ainda não havia sido oficialmente registrado junto às Defesas Civis Estadual e Nacional. A atuação também considera o interesse público devido à proximidade com o Hospital de Caridade e Beneficência.


Obra ainda depende do diagnóstico

Segundo a Prefeitura, enquanto o diagnóstico técnico não for concluído, ainda não é possível definir qual técnica de engenharia será utilizada para a contenção da encosta, o cronograma da obra, os custos da intervenção ou qual ente será responsável pela execução dos trabalhos.


A intenção da Administração Municipal é buscar apoio dos governos estadual e federal tanto para a realização dos estudos quanto para a futura execução da obra definitiva, em conjunto com os órgãos competentes e os proprietários das áreas.


A Defesa Civil alerta que há possibilidade de novos desmoronamentos em caso de chuvas intensas. Por esse motivo, o monitoramento da região permanece ativo, incluindo o estacionamento do Hospital de Caridade e Beneficência e empresas localizadas nas proximidades.


Sobre uma eventual remoção ou transferência de jazigos situados em áreas de risco, a Prefeitura esclarece que a decisão é de competência da Mitra Diocesana.


 
 
 

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