Produção de azeite de oliva no Brasil atinge maior volume e RS responde por mais de 80% da safra
A olivicultura brasileira alcançou um marco histórico em 2026. A produção nacional de azeite de oliva chegou a 1,434 milhão de litros, o maior volume já registrado no país, consolidando o crescimento da cultura e o fortalecimento do setor nos últimos anos. O levantamento foi apresentado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), durante coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre.
O principal responsável pelo desempenho foi o Rio Grande do Sul, que produziu 1,17 milhão de litros de azeite, concentrando mais de 80% da produção brasileira. O resultado representa um salto expressivo em relação ao ano passado, quando o Estado registrou pouco mais de 190 mil litros, e também supera com folga o recorde anterior, alcançado em 2023.
No cenário nacional, o crescimento também impressiona. Em comparação com 2025, quando a produção foi fortemente impactada pelas condições climáticas e somou apenas 240,3 mil litros, o aumento ultrapassa 490%. O volume deste ano também supera em mais de 120% o recorde nacional anterior.
Além do Rio Grande do Sul, a Serra da Mantiqueira manteve posição de destaque, com uma produção de 250 mil litros. Santa Catarina respondeu por 10 mil litros, enquanto Paraná e Espírito Santo registraram volumes menores, contribuindo para a expansão da olivicultura brasileira.
De acordo com o Ibraoliva, o Rio Grande do Sul reúne atualmente cerca de 390 produtores e 31 lagares — unidades onde ocorre o processamento das azeitonas e a extração do azeite —, consolidando-se como o principal polo nacional da atividade.
A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Solange Neves, atribuiu o crescimento ao amadurecimento da cadeia produtiva. Segundo ela, a evolução do manejo dos olivais, o aprendizado adquirido pelos produtores e a integração entre entidades públicas e privadas permitiram elevar tanto a produtividade quanto a qualidade do azeite brasileiro.
Ela também destacou que a expansão da olivicultura gera impactos positivos para a economia regional, movimentando o turismo, fortalecendo pequenos municípios e agregando valor às regiões produtoras.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, lembrou que a cultura da oliveira começou a ganhar força no Estado por volta de 2005 e, em pouco mais de duas décadas, transformou o Rio Grande do Sul na principal referência nacional na produção de azeite de oliva.
Segundo o secretário, o desempenho recorde vem acompanhado do reconhecimento internacional conquistado pelos azeites gaúchos, que acumulam premiações em concursos especializados ao redor do mundo. Para ele, o crescimento demonstra a organização da cadeia produtiva e reforça o potencial do Estado para ampliar ainda mais sua participação no mercado nacional e internacional.

















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