Reconstrução da Ponte do Fandango entra em nova fase e mantém apenas estrutura metálica original
Atualizado: 24 de fev.
As obras na Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, avançam para uma nova etapa após a conclusão da demolição dos viadutos de acesso pelo lado da Praia Nova, na BR-153. Com o término dessa fase, permanece no local basicamente a estrutura metálica central da ponte, que será elevada e integrada aos novos acessos.
A etapa inicial concentrou-se na retirada das estruturas mais curtas, com cerca de 63,5 metros. No lado cachoeirense, os antigos acessos somavam quase 300 metros de extensão, compostos por vigas, lajes e pilares. Agora, a próxima fase prevê a elevação da estrutura metálica em aproximadamente 3,14 metros, além da conclusão dos novos pilares de sustentação.
Após essa etapa, será iniciada a montagem dos novos viadutos de acesso, com instalação de pilares, lançamento de vigas e colocação de lajes pré-fabricadas. O projeto inclui ainda passarela metálica, complementação das passarelas de concreto, execução de guarda-rodas, pavimentação, sinalização e melhorias no sistema de drenagem.
A previsão é de que a ponte seja liberada para o tráfego em aproximadamente cinco meses. Enquanto isso, a travessia sobre o Rio Jacuí ocorre por meio de balsa gratuita, disponível 24 horas por dia, embora em horários de maior movimento o tempo de espera possa ultrapassar duas horas.
Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a demolição pelo lado de Cachoeira do Sul deve se estender até o final de março. Atualmente, cerca de 70 trabalhadores atuam na obra, número que poderá chegar a 100 nos próximos meses.
O QUE OCORRERÁ DAQUI EM DIANTE?
O ritmo acelerado na execução dos serviços de demolição dos viadutos de acesso. A obra, considerada estratégica para a logística regional, deverá entrar após a demolição, em uma nova etapa com o início da reconstrução dos novos viadutos e intervenções estruturais de grande porte.
Na última semana, juntaram-se aos trabalhos dois guindastes de grande porte, que passam a atuar diretamente nas operações de içamento e movimentação das estruturas metálicas. O reforço dos equipamentos marca o avanço para fases mais complexas da obra, especialmente na elevação da estrutura do vão central da ponte.
De acordo com o projeto em execução, os próximos serviços incluem a reconstrução dos viadutos de acesso, a elevação da estrutura metálica do vão central e a construção de uma passarela externa para pedestres. A nova passarela permitirá o alargamento das faixas de rolamento, trazendo mais segurança e melhor fluidez ao tráfego de veículos.
Além disso, o cronograma contempla a recuperação completa do pavimento e da sinalização, modernizando a infraestrutura e adequando-a às normas atuais.
Elevação da ponte e reforço estrutural
A intervenção integra o projeto de reabilitação da Obra de Arte Especial (OAE), dentro do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE). Um dos principais objetivos é o reforço estrutural dos viadutos de acesso, ampliando a capacidade de carga do trem-tipo de 24 toneladas para 45 toneladas, conforme a legislação vigente.
Outro ponto central da obra é a elevação da estrutura da ponte em 3,14 metros. A medida busca reduzir os impactos das cheias do Rio Jacuí e aumentar a segurança da travessia em períodos de enchente.
Cronograma das próximas etapas
Com a fase de demolição concluída, o andamento previsto segue com:
Reconstrução dos novos viadutos de acesso;
Elevação da estrutura metálica do vão central com apoio de guindastes de grande porte;
Execução da passarela externa para pedestres;
Alargamento das pistas de rolamento;
Recuperação do pavimento e implantação da nova sinalização.
As etapas são executadas de forma integrada, garantindo que a estrutura final atenda às exigências técnicas atuais e às demandas de tráfego pesado da região.
Importância estratégica
A ampliação da capacidade da Ponte do Fandango é considerada fundamental para a logística regional. A estrutura conecta as regiões Central e do Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do Rio Grande do Sul, além de servir como rota estratégica de acesso ao Porto de Rio Grande.
O trecho integra um importante corredor rodoviário entre a BR-290/RS e a RS-287, vias que cruzam o Estado de leste a oeste e são essenciais para o escoamento da produção agrícola, transporte de insumos e circulação de mercadorias.
Com as melhorias, a expectativa é que a ponte ofereça maior segurança, capacidade de carga ampliada e maior resiliência frente a eventos climáticos extremos, consolidando-se como um dos principais eixos logísticos do interior gaúcho.

















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