Servidores da 8ª CRS denunciam ameaças, agressões e furtos em Cachoeira do Sul
Servidores que atuam na 8ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), em Cachoeira do Sul, estariam enfrentando uma rotina de insegurança, ameaças, agressões e furtos no ambiente de trabalho. A situação foi denunciada ao Sintergs, sindicato que representa servidores de nível superior do Poder Executivo do Rio Grande do Sul, que cobra providências urgentes do Governo do Estado.
Segundo a entidade, os relatos recebidos apontam para episódios de agressões físicas e verbais, ameaças graves, invasões e furtos de pertences pessoais dentro da sede da 8ª CRS.
O sindicato afirma ainda que haveria falta de controle na portaria e circulação de pessoas nas proximidades do prédio, algumas delas, conforme os relatos recebidos, consumindo bebidas alcoólicas e drogas e portando armas brancas.
Entre as situações relatadas estão invasões à sede da Coordenadoria, agressões contra trabalhadoras que atuam na sala de regulação e até na Ouvidoria do SUS, além de furtos de objetos pessoais de servidores em seus próprios locais de trabalho.
Sindicato cobra segurança na 8ª CRS
Diante das denúncias, o Sintergs afirma ter acionado diretamente o Governo do Estado e encaminhado ofícios à Secretaria Estadual da Saúde, solicitando medidas de proteção para os trabalhadores.
Entre as reivindicações estão a implantação de vigilância patrimonial contínua, controle de acesso ao prédio, apoio psicológico por meio do programa PROSER e a reabertura de expedientes administrativos relacionados aos problemas de segurança que, segundo o sindicato, haviam sido arquivados sob a justificativa de que o assunto estaria superado.
“Não aceitaremos que os servidores públicos continuem expostos a riscos graves e a péssimas condições de trabalho que ferem a dignidade humana no exercício de suas rotinas”, afirmou o presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier.
Prédio também armazena materiais de saúde
A preocupação apontada pelo sindicato vai além da segurança dos servidores. Segundo a entidade, o prédio da 8ª CRS também abriga insumos de alto custo, materiais biológicos destinados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), medicamentos e lotes estratégicos de vacinas utilizados no atendimento de municípios da região.
O Sintergs sustenta que, diante da ausência de uma guarda patrimonial considerada adequada e de barreiras físicas de proteção, os materiais estariam expostos a riscos.
Sindicato também aponta problemas em Porto Alegre
Além da situação relatada em Cachoeira do Sul, o Sintergs denuncia problemas nas instalações utilizadas por servidores plantonistas do Departamento de Regulação Estadual (DRE), em Porto Alegre.
De acordo com relatório técnico elaborado após vistorias realizadas nos dias 2 e 10 de setembro de 2026, dormitórios destinados aos plantonistas apresentariam problemas de espaço e acomodação.
O documento aponta que dormitórios com aproximadamente 9,60 metros quadrados teriam sido equipados com beliches em quantidade considerada elevada pelo sindicato, reduzindo áreas de circulação e afetando aspectos como privacidade, conforto acústico, segurança e renovação do ar.
A entidade pede ao Governo do Estado a revisão da capacidade máxima dos dormitórios, adequações físicas e de manutenção, além de avaliações técnicas sobre ventilação, climatização e conforto acústico.
“É urgente que o Governo do Estado e a Secretaria da Saúde assumam o dever de tutelar a vida, a saúde e o bem-estar mental do quadro funcional, implementando ações imediatas de segurança e readequação infraestrutural”, afirmou a 2ª vice-presidente do Sintergs, Priscilla Lunardelli.
O sindicato também solicita que a Secretaria Estadual da Saúde apresente resposta formal sobre as providências que serão adotadas e o cronograma para implementação das medidas.

















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