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Troncos de tipuanas retiradas da Rua XV ganharão nova função em escolas municipais de Cachoeira

6 de ago.
2 min de leitura

Os troncos das tipuanas retiradas da Rua XV de Novembro, em Cachoeira do Sul, por apresentarem risco de queda, terão uma nova utilidade. Em vez de serem descartados, seis troncos serão reaproveitados em áreas de recreação de três escolas da rede municipal, onde passarão a fazer parte das atividades desenvolvidas pelas crianças.


A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SMEd) e o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Campus Cachoeira do Sul.


Os troncos serão instalados nos pátios das Escolas Municipais de Ensino Fundamental Milton da Cruz, Mário Godoy Ilha e Alarico Ribeiro, próximos aos espaços de recreação. A proposta é utilizá-los praticamente em seu formato natural, sem grandes intervenções, estimulando brincadeiras como equilíbrio, escalada e exploração.

Segundo o professor Samuel Silva de Brito, responsável pelo projeto na UFSM, a ideia é dar um novo significado ao material retirado da área urbana.

"A ideia não é transformar os troncos em brinquedos por meio de cortes ou grandes intervenções. Eles serão utilizados praticamente em seu formato natural, permitindo que as crianças interajam com esses elementos durante as brincadeiras", explica.

Além de incentivar o desenvolvimento motor, a criatividade e o contato com a natureza, o projeto também aposta em uma proposta pedagógica já adotada em países do Norte da Europa e nos Estados Unidos, onde elementos naturais são incorporados aos ambientes escolares para ampliar as possibilidades de aprendizagem e lazer.


A reutilização dos troncos também representa uma ação de sustentabilidade e preservação da memória urbana. As tipuanas precisaram ser retiradas da Rua XV de Novembro por questões de segurança, mas continuarão fazendo parte do cotidiano da comunidade escolar.


Para o professor Samuel, a iniciativa também simboliza uma forma de compensação ambiental.

"As árvores precisaram ser retiradas por questões de segurança, mas elas permanecem vivas na memória da cidade, agora com uma nova função", ressalta.

 
 
 

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