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Adolescente acolhido em Casa Lar de Cachoeira do Sul é adotado por família de São Paulo

Um adolescente de 16 anos, acolhido na Casa Lar 2 de Cachoeira do Sul, ganhou uma nova oportunidade de vida ao ser adotado por um casal do Estado de São Paulo. O processo foi realizado de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, o Poder Judiciário e a rede de proteção à infância e juventude.


Atualmente, o adolescente está sob guarda provisória da família e é acompanhado pela equipe técnica da comarca onde reside. Para preservar a segurança e a identidade do jovem e dos adotantes, não foram divulgados detalhes sobre o caso.


Segundo a psicóloga da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Paula Schuh, a aproximação entre o adolescente e o casal ocorreu de forma gradual, respeitando todas as etapas previstas. "Antes de qualquer encontro presencial, foram realizadas videochamadas durante duas semanas para que eles pudessem se conhecer e criar os primeiros vínculos. Depois, o casal permaneceu por uma semana em Cachoeira do Sul, convivendo com o adolescente na Casa Lar e participando de encontros acompanhados pela equipe técnica", explicou.


Adoção é a última alternativa

A assistente social Vanusa Nascimento destaca que crianças e adolescentes acolhidos somente são encaminhados para adoção após serem esgotadas todas as possibilidades de permanência junto à família de origem.


Segundo ela, antes da inclusão no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), são analisadas todas as alternativas de reintegração à família nuclear e à família extensa, formada por avós, tios, padrinhos e outros parentes.

"A adoção é sempre a última medida, priorizando o direito da criança e do adolescente à convivência familiar", ressalta.


Como funciona o processo

Os interessados em adotar precisam realizar a habilitação junto ao Poder Judiciário, passando por entrevistas, avaliações psicológicas, estudo social e um curso preparatório obrigatório.


Durante esse processo, os pretendentes definem o perfil da criança ou adolescente que desejam adotar, indicando critérios como faixa etária, sexo e outras características. Após a habilitação, passam a integrar o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Como a fila é nacional, o casal que adotou o adolescente reside em São Paulo. A compatibilidade entre o perfil informado pelos pretendentes e o do jovem foi determinante para o encaminhamento.


Vanusa explica que muitas pessoas acreditam que a adoção ocorre apenas pela ordem de inscrição, mas esse não é o principal critério. "O sistema prioriza a compatibilidade entre o perfil da criança ou adolescente e o perfil definido pelos pretendentes. Por isso, algumas famílias aguardam mais tempo do que outras", afirma.


No caso do adolescente de Cachoeira do Sul, um dos integrantes do casal aguardava há oito anos por uma adoção compatível com o perfil escolhido.


Adoção de adolescentes ainda é um desafio

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social destaca que adoções de adolescentes ainda são pouco frequentes no Brasil, já que a maior parte dos pretendentes manifesta interesse por crianças de menor idade.


Para Paula Schuh, quando uma família decide acolher um adolescente, amplia as possibilidades de desenvolvimento, pertencimento e construção de novos vínculos afetivos. "O processo é construído com muito cuidado, respeitando o tempo, a história e as necessidades de todos os envolvidos", destaca.


A Secretaria ressalta que o desfecho positivo é resultado da atuação conjunta das equipes técnicas das Casas Lares, do Poder Judiciário, do Ministério Público e da rede de proteção, sempre priorizando o melhor interesse da criança e do adolescente e garantindo o direito à convivência familiar e comunitária.

Fonte: Ascom Prefeitura Cachoeira


 
 
 

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