Cachoeirense Renata Peixoto vence Ultramaratona de Criciúma e fica entre as 50 melhores do mundo em 2026
- Lenon Quoos

- há 51 minutos
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A ultramaratonista cachoeirense Renata Peixoto conquistou um resultado de destaque na Ultramaratona de Criciúma, realizada entre sábado, 15 de agosto, e domingo (16) de agosto, no Parque das Nações, em Criciúma (SC). Em uma prova marcada por estratégia, resistência e superação, a atleta venceu a classificação geral da modalidade de 12 horas após percorrer 96 quilômetros.
A edição deste ano foi a maior da história da competição, reunindo mais de 500 atletas, divididos nas categorias solo, duplas, quartetos e equipes de 12 integrantes.
Na prova solo de 12 horas, os participantes precisavam percorrer o maior número possível de voltas em um circuito de 600 metros, sendo 300 metros de ida e 300 metros de retorno. A largada ocorreu à meia-noite de sábado, com a competição seguindo até o meio-dia de domingo.
Renata chegou à competição com um objetivo pessoal: superar sua marca anterior de 81 quilômetros na categoria de 12 horas. No entanto, três meses sem conseguir treinar normalmente devido a uma lesão fizeram com que a atleta adotasse uma estratégia diferente.
Além disso, a largada durante a madrugada era um desafio. Renata conta que não se considera uma boa corredora durante a noite e, por isso, decidiu começar a prova em um ritmo mais leve, buscando preservar energia para as horas seguintes.
A estratégia fez com que ela ocupasse inicialmente a última colocação entre as adversárias. Nas duas primeiras horas, enquanto outras competidoras imprimiam um ritmo mais forte, Renata manteve a calma e seguiu no seu ritmo.
“Minha estratégia era só sobreviver à madrugada, correndo leve para não me desgastar”, relatou a atleta.
Durante a madrugada, Renata ainda precisou fazer duas paradas rápidas. Na primeira, trocou a calça por uma bermuda porque sentia muito calor com o excesso de roupa. Cerca de uma hora depois, precisou trocar as meias devido ao surgimento de uma bolha no pé.
O suporte foi fundamental para que ela pudesse continuar competitiva. A irmã, Fernanda Peixoto, ficou responsável pela alimentação e pelo acompanhamento das parciais das adversárias. Rondinelli Rodrigues também atuou no apoio durante a prova.
Recuperação começou na metade da prova
A estratégia começou a dar resultado conforme as horas passavam. Por volta das 6h, quando já haviam se passado seis horas de competição, Renata havia saído da última colocação e alcançado o terceiro lugar.
Segundo a atleta, as adversárias que haviam adotado um ritmo mais forte durante a madrugada começaram a sentir o desgaste. Renata, por outro lado, manteve a estratégia de correr continuamente, mesmo em velocidade mais baixa.
Com sete horas de prova, ela já havia igualado o número de voltas da segunda colocada.
Naquele momento, ainda havia uma diferença para a líder. Renata foi informada de que a primeira colocada estava sete voltas à frente, mas ainda restavam quatro horas de competição.
Foi então que a estratégia e a paciência passaram a fazer a diferença.
Em determinado momento, Rondinelli percebeu que a líder havia parado na tenda para receber uma massagem. Renata aproveitou a pausa da adversária para diminuir a diferença. “Sabia que era questão de tempo”, contou.
A ultrapassagem aconteceu quando faltavam aproximadamente três horas para o fim da prova. Depois de assumir a liderança, Renata passou a administrar a vantagem, aumentando o ritmo sempre que a adversária fazia alguma parada.
A atleta manteve o controle até o encerramento da competição, adaptando o ritmo conforme os movimentos da concorrente.
“Foi uma prova de muita paciência e muita estratégia”, resumiu.
Ao meio-dia de domingo, após 12 horas de corrida, Renata cruzou o fim da competição como campeã geral, totalizando 96 quilômetros percorridos.
Além da vitória, o resultado colocou a marca da atleta entre as 50 melhores marcas do mundo no ano na modalidade.
Apoio foi fundamental
Depois da conquista, Renata fez questão de destacar o trabalho de quem esteve ao seu lado durante as 12 horas de prova.
A atleta agradeceu especialmente à irmã, Fernanda Peixoto, e a Rondinelli Rodrigues, responsáveis pelo suporte durante a competição. Segundo ela, o resultado não teria sido possível sem o trabalho da equipe de apoio.
Renata também agradeceu à sua assessoria esportiva, que acompanhou a prova e manteve contato durante toda a competição.
A Ultramaratona de Criciúma também contou com transmissão pelas redes sociais da assessoria Renata Peixoto Ultramaratonista, permitindo que familiares, amigos e seguidores acompanhassem a disputa.
A vitória em Criciúma representa mais um resultado expressivo na trajetória da atleta, especialmente por ter sido conquistada após um período de recuperação de lesão e com uma estratégia baseada muito mais na resistência e na inteligência de prova do que na velocidade inicial.

















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