Diocese de Cachoeira participará da Vigília pelos Mortos da Aids no próximo domingo
- Lenon Quoos

- há 15 minutos
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Comunidades católicas de diferentes regiões do Brasil voltarão a se reunir no próximo dia 17 de maio para a realização da Vigília pelos Mortos da Aids, mobilização internacional promovida pela Pastoral da Aids que busca fortalecer a conscientização sobre o HIV/AIDS, homenagear vítimas da doença e combater o preconceito contra pessoas que vivem com HIV.
Na Diocese de Cachoeira do Sul, a Pastoral da Aids também deverá promover ações locais durante o período da vigília. As divulgações das atividades vêm sendo realizadas pelas redes sociais oficiais da pastoral diocesana, especialmente por meio do perfil no Instagram.
A campanha deste ano terá como tema “Da dor à esperança: vidas que nos chamam ao cuidado” e como lema a passagem bíblica “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). Segundo os organizadores, a proposta busca estimular atitudes de acolhimento, solidariedade e cuidado comunitário diante da realidade ainda enfrentada por pessoas soropositivas.

A Vigília pelos Mortos da Aids surgiu em 1983, em Nova Iorque, durante um dos períodos mais críticos da epidemia mundial. Familiares e amigos das vítimas passaram a organizar encontros à luz de velas em homenagem às pessoas mortas pela doença, em um contexto marcado pela falta de tratamentos eficazes e pelo forte estigma social.
Atualmente, a mobilização é realizada em diversos países e envolve celebrações religiosas, momentos de oração e o tradicional acendimento de velas em memória das vítimas da aids, além de homenagens a profissionais da saúde, pesquisadores, agentes pastorais, familiares e ativistas que atuaram historicamente no enfrentamento da epidemia.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou mais de 1,1 milhão de casos de aids entre 1980 e setembro de 2025. No mesmo período, foram contabilizados mais de 402 mil óbitos relacionados à doença. Apenas em 2024, o país notificou 36.955 novos casos.
Apesar dos avanços no tratamento com medicamentos antirretrovirais, que transformaram o HIV em uma condição crônica tratável, os índices continuam preocupando autoridades sanitárias, especialmente no Rio Grande do Sul.
O estado segue entre os que apresentam os maiores indicadores proporcionais do país. Enquanto a taxa nacional de detecção é de 3,2 casos, o Rio Grande do Sul registra índice de 7,4, mais que o dobro da média brasileira. Em Porto Alegre, a taxa chega a 14,9, uma das mais altas do país.
Especialistas alertam que os números reforçam a necessidade de ampliar campanhas permanentes de prevenção, testagem e diagnóstico precoce, além de combater o preconceito ainda enfrentado por pessoas que vivem com HIV em ambientes de trabalho, relações familiares e espaços sociais.
A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 40 milhões de pessoas morreram em decorrência da aids desde o início da epidemia. Para entidades de saúde e movimentos sociais, manter ações de conscientização segue sendo fundamental para fortalecer o cuidado, a informação e a dignidade humana.

Fonte: William Barreto.















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