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Diretor da TNSG se manifesta sobre greve e aponta dificuldades financeiras da empresa em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

O diretor da Transporte Nossa Senhora das Graças (TNSG), Pipa Germanos, divulgou uma nota pública nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, comentando a paralisação do transporte coletivo urbano em Cachoeira do Sul e apresentando a posição da empresa diante das reivindicações trabalhistas e da atual situação financeira da concessionária.


No comunicado, Germanos destaca que o transporte público por ônibus é classificado como serviço essencial, o que, segundo ele, impede a interrupção total das atividades. O diretor cita a Lei nº 7.783/89, que trata do direito de greve, e afirma que a legislação determina a manutenção de um funcionamento mínimo para evitar prejuízos à população, responsabilidade que caberia ao sindicato da categoria.


Ao abordar as demandas dos trabalhadores, o dirigente reconhece a legitimidade dos pedidos de reajuste salarial e afirma que a empresa tem interesse em conceder melhorias. Entretanto, ressalta que a TNSG enfrenta dificuldades financeiras persistentes e está em Recuperação Judicial desde 2020.


De acordo com a nota, a concessionária tem operado com limitações severas para manter os compromissos em dia. “A empresa sangra todos os meses para pagar salários e continuar atendendo a comunidade”, afirma. Germanos também atribui parte do agravamento do cenário a uma redução superior a 10% nas receitas, promovida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, medida que, na avaliação dele, compromete o equilíbrio econômico do contrato e fere princípios como a continuidade do serviço público e a dignidade do trabalho.


O diretor ainda reforça o histórico da TNSG no município, mencionando investimentos realizados ao longo dos anos. Segundo ele, a empresa foi a primeira do Rio Grande do Sul, em 2003, a implantar sistemas de bilhetagem eletrônica e reconhecimento facial, iniciativas que, conforme destaca, demonstram o compromisso com a modernização do transporte coletivo.


Outro ponto levantado na manifestação é a ausência de uma nova licitação para o serviço, exigida desde 2014. Germanos afirma que, sem o processo licitatório, a empresa segue operando por meio de um contrato considerado precário, o que dificultaria o planejamento e a sustentabilidade do sistema. Ele acrescenta que mudanças no mercado, como o avanço dos aplicativos de transporte, também impactaram negativamente a demanda de passageiros.


Para ilustrar a situação, o diretor compara a realidade financeira a um “cobertor curto”, em que não é possível atender todas as necessidades simultaneamente. Ele também rebate críticas de que concessionárias não deveriam buscar lucro, defendendo que empresas precisam de equilíbrio financeiro para garantir investimentos e qualidade no atendimento.


Por fim, Germanos afirma que concessionárias não têm caráter filantrópico e dependem de apoio do poder público para manter o serviço. Segundo ele, a sustentabilidade do transporte coletivo passa por uma atuação conjunta entre empresa e prefeitura, de modo a assegurar condições adequadas de operação e atendimento à população.


 
 
 

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