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Içamento de 1.750 toneladas marca avanço decisivo na recuperação da Ponte do Fandango

26 de fev.
2 min de leitura
Equipe comemorando o sucesso da operação.
Equipe comemorando o sucesso da operação.

A manhã e a tarde desta quinta-feira, 26 de fevereiro, foi de movimentação intensa no canteiro de obras da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul. A Construtora Cidade iniciou o processo de elevação da estrutura metálica e do tabuleiro da ponte, que passarão a ficar 3,14 metros mais altos após a conclusão desta fase.

A operação envolve o uso de 12 macacos multicabos, equipamentos de grande porte com capacidade individual para suportar até 300 toneladas.


Ao todo, cerca de 1.750 toneladas estão sendo içadas simultaneamente, em um trabalho técnico que exige precisão milimétrica. O procedimento foi finalizado ainda na tarde desta quinta-feira.


Acompanharam a operação o Superintendente do DNIT, Hiratan Pinheiro da Silva, o superintendente da Defesa Civil de Cachoeira do Sul, Sérgio Frankini, bem como o engenheiro Eduardo Brito, da Construtora Cidade, empresa responsável pela obra, ao lado dos proprietários que vieram à Cachoeira.


Readequação após enchente histórica

A elevação integra o projeto de reforço e readequação estrutural aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A principal mudança prevista é o aumento da altura da ponte, medida adotada após a enchente de maio de 2024, quando o nível do Rio Jacuí subiu a ponto de encobrir o tabuleiro.


A intervenção busca reduzir o risco de novos alagamentos e garantir maior segurança estrutural para o tráfego pesado que utiliza o corredor rodoviário.

Demolição na reta final e novos pilares em construção

Paralelamente ao içamento, a retirada das estruturas antigas dos viadutos de acesso está praticamente concluída. Vigas e longarinas já foram removidas, restando apenas parte dos pilares originais. No mesmo espaço, começam a surgir os novos pilares que darão sustentação à ponte reconfigurada, evidenciando o avanço da reconstrução.


O bloqueio total do tráfego foi autorizado pelo Dnit no início de fevereiro, permitindo o início da chamada fase crítica da obra — período que concentra as intervenções mais profundas e complexas. A estimativa inicial é de cerca de cinco meses de interdição.


Investimento pode ultrapassar R$ 70 milhões

O projeto contempla ainda o reforço estrutural dos viadutos de acesso, elevando a capacidade do trem-tipo de 24 para 45 toneladas, nova pavimentação e a transferência da passarela de pedestres para o lado direito da via. A alteração permitirá o alargamento da pista sem interferir no funcionamento da eclusa existente junto à estrutura.


O investimento, inicialmente estimado em R$ 62 milhões, pode superar R$ 70 milhões ao longo da execução. A expectativa é de que a conclusão geral dos trabalhos ocorra ainda em 2026.


 
 
 

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