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Projeto da UFSM de Cachoeira do Sul fica entre os 32 finalistas de prêmio nacional

há 7 minutos
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Um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Campus de Cachoeira do Sul, conquistou reconhecimento nacional ao ficar entre os 32 finalistas da 39ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Intitulada Cachoeira do Sul: Para Conhecer – Para Valorizar, a iniciativa é vinculada ao curso de Arquitetura e Urbanismo e busca aproximar a universidade da comunidade por meio da valorização da história, da produção artesanal e da preservação do patrimônio cultural do município.


O projeto foi selecionado entre 950 inscrições de todo o Brasil. Nesta edição, 904 propostas foram habilitadas e passaram pelas Comissões Estaduais, enquanto 182 avançaram para a etapa nacional. Entre as 32 finalistas, 18 foram declaradas vencedoras e receberam premiação de R$ 40 mil cada.


Com o tema “Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda”, a edição de 2026 reconhece iniciativas que promovem a preservação cultural associada à geração de oportunidades e ao desenvolvimento das comunidades.

Artesanato inspirado na história de Cachoeira do Sul

O projeto desenvolve produtos artesanais inspirados em referências históricas e arquitetônicas de Cachoeira do Sul, como o Château d’Eau e a Catedral Nossa Senhora da Conceição. A proposta é transformar esses símbolos em peças que valorizem a identidade local e despertem o interesse pela história do município.


A ação envolve as associações de artesãos ASCART (Associação Cachoeirense do Artesanato) e ASSOARTE (Casa do Artesão de Cachoeira do Sul), além de microempreendedores e outros integrantes da comunidade.


Conforme as informações apresentadas na inscrição ao prêmio, mais de 60 artesãos foram envolvidos direta ou indiretamente pela iniciativa. O trabalho busca fortalecer a produção local e criar possibilidades de geração de trabalho e renda a partir da comercialização de produtos ligados ao patrimônio cultural.


Em 2025, o projeto ampliou suas atividades com as oficinas “Linhas do Patrimônio” e “Biscoitos Patrimoniais”. As ações permitiram explorar novas formas de apresentar a história da cidade por meio do artesanato e dos conhecimentos compartilhados pela comunidade.


As oficinas também deram protagonismo a mulheres que atuaram como ministrantes, compartilhando experiências e saberes. A proposta incentivou a troca de conhecimentos, o reconhecimento das práticas artesanais e a criação de novas oportunidades de renda.


Educação patrimonial para diferentes públicos

Além de estimular a produção artesanal, o projeto utiliza os próprios produtos como ferramentas de educação patrimonial. Os souvenirs recebem etiquetas explicativas com informações sobre os monumentos e as edificações que serviram de inspiração para sua criação.


Dessa forma, as peças deixam de ser apenas lembranças e passam a funcionar como instrumentos de divulgação da história e da identidade de Cachoeira do Sul.

A iniciativa combina conhecimentos acadêmicos, tecnologias e saberes tradicionais, promovendo uma parceria entre a universidade e a comunidade.


Na avaliação técnica do prêmio, foram considerados critérios como relevância cultural, abordagem transversal, diversidade e representatividade, dimensão educativa e efetividade da ação. O parecer destacou a colaboração entre a instituição de ensino e os participantes da comunidade, além da valorização dos conhecimentos locais e do potencial para promover inclusão produtiva.


Reconhecimento ao trabalho coletivo

Para a coordenadora do projeto, professora Luiza Segabinazzi Pacheco Delongui, a classificação entre os finalistas representa o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente e um incentivo à continuidade das atividades.


“Estar entre os finalistas de um prêmio nacional, especialmente diante do número expressivo de iniciativas inscritas, me emociona e motiva a buscar dar continuidade ao projeto”, afirmou a professora. Ela também ressaltou a importância das trocas entre a universidade e a comunidade para o desenvolvimento da iniciativa.


O projeto conta com a colaboração das associações ASCART e ASSOARTE, das secretarias municipais de Cultura e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, além de estudantes, bolsistas e participantes das oficinas.


A classificação entre os finalistas reforça a relevância de iniciativas que conectam preservação da memória, educação, artesanato e desenvolvimento econômico. Para Cachoeira do Sul, o reconhecimento destaca o potencial do patrimônio cultural como fonte de conhecimento, valorização da identidade local e geração de oportunidades.


 
 
 

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