top of page

Renata Peixoto aparece como melhor brasileira do ano nas 6 horas de ultramaratona

5 de out.
3 min de leitura

Uma atualização do ranking da Deutsche Ultramarathon-Vereinigung (DUV), entidade que reúne resultados e estatísticas de provas de ultramaratona realizadas em diferentes países, trouxe uma grande surpresa para a cachoeirense Renata Peixoto.


A atleta aparece atualmente com a melhor marca brasileira de 2026 na prova de 6 horas, após percorrer 57,692 quilômetros na Ultramaratona de San Carlos AUDU, realizada no Uruguai, em 11 de abril.


O resultado também coloca Renata na primeira posição da categoria W40 no ranking brasileiro da modalidade. O próprio cadastro da DUV confirma a marca de 57,692 km e registra a atleta como primeira colocada entre as mulheres e também na categoria W40 naquela competição.


Para Renata, a colocação ganhou um significado ainda maior justamente porque ela não considerava o resultado uma de suas melhores marcas pessoais.

“Não foi uma marca tão boa assim para mim”

A atleta recebeu a atualização com surpresa.

Segundo Renata, a marca obtida no Uruguai não era necessariamente aquela que considerava uma de suas melhores performances, mas o resultado do ranking acabou mostrando que o desempenho tinha um peso muito maior no cenário nacional e internacional.


A própria ultramaratonista brinca com a situação ao comentar a descoberta:

“Fiquei muito feliz principalmente porque ela é a 52ª marca do mundo. Então, não estamos tão ruins assim.”

A declaração resume a surpresa da atleta ao perceber a dimensão do resultado depois da atualização das estatísticas.


Resultado coloca Cachoeira no ranking internacional

Renata aparece no cadastro da DUV como atleta brasileira, com residência em Cachoeira do Sul, e integra a categoria internacional W40. A entidade mantém um histórico de suas participações em ultramaratonas, com resultados registrados desde 2010.


A página da atleta contabiliza 20 provas registradas e mais de 2.122 quilômetros percorridos em competições reconhecidas pela entidade. Em 2026, além da prova de 6 horas no Uruguai, Renata também possui registrada uma participação de 84 quilômetros na Travessia Torres-Tramandaí.


O resultado no Uruguai também não surgiu de forma isolada. Renata possui um longo histórico na ultramaratona e já acumula participações em provas de 6, 12, 24 e até 48 horas.


Marca das 12 horas ainda aguarda homologação

E o resultado de 2026 pode ficar ainda maior.


Renata também disputou neste ano uma prova de 12 horas em Criciúma, em Santa Catarina. A atleta venceu a competição na classificação geral feminina e percorreu 96 quilômetros, resultado já divulgado anteriormente pelo Fatos 24h.


Na ocasião, Renata superou sua marca anterior de 81 quilômetros na modalidade e conquistou a vitória após uma prova marcada por estratégia e resistência.


Agora, ela aguarda a homologação oficial do resultado das 12 horas para saber como a marca será incorporada às estatísticas internacionais.


Uma trajetória construída na resistência

A trajetória de Renata Peixoto na ultramaratona é marcada por provas de longa duração e desafios extremos.


O histórico disponível na DUV mostra resultados em diferentes distâncias e formatos. Em 2024, por exemplo, ela percorreu 95,250 quilômetros em uma prova de 24 horas, terminando em primeiro lugar entre as mulheres e na categoria W40. Em 2023, registrou marcas de 144 quilômetros e 156,4 quilômetros em provas de 24 horas.


A atleta também possui no currículo uma participação de 48 horas no Uruguai, em 2015, quando percorreu 249,223 quilômetros, além de uma prova de seis dias na França, em 2016, na qual completou 451,809 quilômetros.


“Então, não estamos tão ruins assim”

A atualização das estatísticas acabou transformando uma marca que Renata inicialmente considerava apenas mais um resultado de sua temporada em um motivo de comemoração.


Ser a melhor brasileira de 2026 na prova de 6 horas, segundo a atualização da DUV, representa um reconhecimento importante para a atleta e também coloca novamente o nome de Cachoeira do Sul no cenário da ultramaratona.


E Renata resume o sentimento com bom humor:

“Então, não estamos tão ruins assim.”

Enquanto aguarda a homologação oficial do resultado das 12 horas em Criciúma, a cachoeirense já tem um resultado expressivo registrado nas estatísticas internacionais e mais um capítulo importante em sua trajetória nas ultramaratonas.


 
 
 

Comentários


bottom of page