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Safra de oliva avança no RS, mas falta de chuva aumenta necessidade de irrigação em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 48 minutos
  • 2 min de leitura

A safra de oliva segue avançando em diversas regiões do Rio Grande do Sul, com expectativa de aumento na produção em alguns municípios. No entanto, em Cachoeira do Sul, produtores enfrentam desafios relacionados à falta de chuvas nas últimas semanas.


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a irregularidade nas precipitações durante o último mês elevou a necessidade de irrigação nos pomares de oliveiras e também de noz-pecã na região administrativa de Santa Maria, que inclui Cachoeira do Sul.


Produtores que possuem sistemas de irrigação têm conseguido manter o desenvolvimento das plantas e compensar a ausência de umidade no solo. Ainda assim, o relatório aponta que os níveis dos reservatórios vêm apresentando redução gradual, o que exige atenção no manejo da água para garantir a continuidade da produção.


Produção cresce em outras regiões

Enquanto a região central enfrenta limitações hídricas, outras áreas do Estado registram bons resultados na safra de oliveiras.


Na região de Bagé, por exemplo, a colheita se intensifica em pomares localizados em São Gabriel, onde produtores relatam produtividade acima das expectativas, especialmente da cultivar Koroneiki, conhecida pela alta produção de azeite.


Após duas safras consecutivas com resultados negativos — quando parte da produção chegou a ser abandonada por inviabilidade econômica — a expectativa agora é que o volume de azeitonas supere os níveis registrados na safra 2022/2023. O bom desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis e também ao início da produção em pomares mais jovens.


Até o momento, o rendimento das azeitonas processadas em lagar local tem alcançado cerca de 12% de extração de azeite.


Perspectivas positivas no Estado

Outras regiões também apresentam perspectivas favoráveis. Em Soledade, a colheita está apenas começando, mas a expectativa é de uma safra expressiva. Já em Encruzilhada do Sul, onde existem aproximadamente mil hectares de oliveiras plantadas, parte das áreas ainda está em fase de formação e deverá entrar em produção nos próximos anos.


Na região de Pelotas, os trabalhos de colheita continuam e os produtores mantêm otimismo em relação ao volume da safra.


Com a expansão das áreas cultivadas e o aumento da produtividade, a produção gaúcha de azeitonas e azeite de oliva vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro, consolidando o Rio Grande do Sul como um dos principais polos olivícolas do país.


 
 
 

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