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Associação dos Monitores critica remanejamentos e cobra valorização da categoria em Cachoeira do Sul

A Associação dos Monitores de Cachoeira do Sul (AMCS) divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira, 22 de junho, manifestando descontentamento com a forma como a Secretaria Municipal de Educação vem conduzindo os processos de remanejamento e lotação dos monitores da rede municipal de ensino.


Segundo a entidade, os pedidos de remanejamento são realizados por servidores concursados diante de situações consideradas legítimas, como dificuldades de deslocamento, distância entre escolas e residências, falta de transporte público adequado e questões pessoais que impactam diretamente a qualidade de vida e o desempenho profissional.


A associação afirma que o atual sistema de remanejamentos tem deixado servidores sem alternativas para resolver problemas de deslocamento ao longo do ano letivo, situação que, em alguns casos, estaria contribuindo para pedidos de exoneração.

Na nota, a AMCS destaca situações em que profissionais atuam em dois turnos distintos, em escolas localizadas em diferentes regiões da cidade, além de exercerem suas funções longe de suas residências. A entidade também ressalta que os frequentes deslocamentos acabam gerando custos adicionais para uma categoria que já possui remuneração considerada insuficiente.


Outro ponto levantado pela associação é a falta de reconhecimento profissional. A entidade questiona até quando os monitores continuarão sendo, segundo o texto, “desmerecidos e desatendidos”, e cobra do Executivo Municipal o reconhecimento da importância do monitor como educador dentro da comunidade escolar.


A AMCS também reivindica o pagamento de adicionais e gratificações. Entre as demandas citadas estão o adicional de insalubridade para monitores que atuam no Ensino Fundamental, a gratificação de Difícil Acesso para profissionais que trabalham em escolas do interior e a gratificação de 50% para aqueles que atuam diretamente na Educação Inclusiva.


A associação ainda contesta a alegação de que existe um mapeamento eficiente das necessidades de lotação dos profissionais. Conforme a nota, o elevado número de solicitações de remanejamento e de exonerações demonstraria que os problemas persistem.


Ao final do documento, a entidade reafirma seu descontentamento com as condições enfrentadas pelos monitores e defende maior valorização da categoria, destacando o papel dos profissionais como agentes fundamentais para a educação pública municipal.


 
 
 

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