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Morto aos 84 anos, Benito di Paula fez show histórico na 4ª Fenarroz há 50 anos em Cachoeira

há 1 hora
3 min de leitura

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu no domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, em São Paulo. Um dos grandes nomes da música popular brasileira, o artista estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano. Sua morte foi confirmada pela assessoria.


A notícia também resgata uma lembrança especial para Cachoeira do Sul. Há 50 anos, em 1976, Benito esteve na cidade para uma apresentação durante a 4ª edição da Feira Nacional do Arroz (Fenarroz). Na época, vivia o auge da popularidade, com músicas que conquistavam o público em todo o país, disputando os primeiros lugares das paradas e a vendagem de discos com Roberto Carlos.


Entre os sucessos que marcaram sua trajetória estão Retalhos de Cetim, Mulher Brasileira, Charlie Brown, Vai Ficar na Saudade, Do Jeito Que a Vida Quer, Além de Tudo e Tudo Está no Seu Lugar. Suas composições, marcadas pela combinação de samba, piano e romantismo, atravessaram décadas e permanecem na memória de diferentes gerações.


Apresentação na Fenarroz marcou a memória dos cachoeirenses

A passagem de Benito por Cachoeira do Sul continua presente nas lembranças de moradores que acompanharam o show na Fenarroz, em 1976. Além da apresentação, relatos compartilhados nas redes sociais trouxeram à tona uma história curiosa envolvendo o cantor e uma jovem que teria sido princesa da feira.


Segundo comentários de pessoas que viveram ou ouviram relatos da época, Benito teria se apaixonado pela representante da Fenarroz e tentado conquistá-la, mas não teria sido correspondido.


A história ganhou diferentes versões ao longo dos anos. Outros comentários também mencionam a suposta paixão e a possibilidade de que o episódio tenha inspirado uma música. Essas versões, contudo, fazem parte das lembranças e dos relatos de moradores e não permitem confirmar a história ou estabelecer uma relação direta com alguma composição do artista.


Uma lembrança que atravessa gerações

A morte de Benito di Paula encerra uma trajetória importante para a música brasileira, mas também reacende memórias em cidades por onde passou. Em Cachoeira do Sul, sua apresentação na Fenarroz de 1976 permanece como parte das recordações de uma época em que o cantor estava entre os artistas mais populares do país.


Meio século depois daquele show, a passagem de Benito pela cidade volta a ser lembrada não apenas pela música, mas também pelas histórias contadas por quem viveu aquele período — relatos que ajudam a preservar a memória afetiva da Fenarroz e de seus eventos marcantes.


A carreira de um dos grandes nomes do samba romântico

Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula construiu uma carreira de mais de cinco décadas. Começou a se apresentar ainda jovem e, depois de passar por diferentes cidades, estabeleceu-se em São Paulo, onde alcançou grande reconhecimento a partir da década de 1970.


Seu estilo musical, que unia o samba tradicional a arranjos de piano e melodias românticas, tornou-se sua marca registrada. Embora frequentemente associado ao chamado samba-joia, Benito desenvolveu uma identidade própria, conquistando um público amplo e fiel.


Um de seus maiores sucessos, Retalhos de Cetim, lançado em 1973, ajudou a consolidar seu nome na música brasileira. Na sequência, vieram canções como Charlie Brown, Mulher Brasileira, Vai Ficar na Saudade e Tudo Está no Seu Lugar, que ampliaram sua popularidade.


Ao longo da carreira, o artista também se destacou como pianista e intérprete, com apresentações marcadas pela presença de palco e pela maneira particular de unir música e emoção. Seu trabalho influenciou gerações de músicos e manteve seu repertório vivo mesmo décadas após o lançamento de seus maiores sucessos.


 
 
 

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