top of page

Quase 25% das consultas são perdidas por faltas no CAS TEAcolhe em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O alto índice de faltas às consultas tem preocupado a equipe do Centro de Atendimento em Saúde (CAS TEAcolhe), em Cachoeira do Sul. De acordo com relatório anual das atividades da unidade, quase um em cada quatro atendimentos agendados não é aproveitado, gerando ociosidade na agenda e dificultando o acesso de novos pacientes ao serviço.


Inaugurado em abril do ano passado e funcionando junto à sede da APAE, o centro atende atualmente 180 pacientes cadastrados e oferece cerca de 1.100 agendamentos fixos por mês, além de horários extras diários para demandas espontâneas.


Apesar da estrutura, a taxa média de faltas sem justificativa chegou a 24,19%. Somente no último quadrimestre — entre outubro de 2025 e janeiro de 2026 — foram 4.067 consultas agendadas, das quais 984 não foram utilizadas.


Segundo a coordenadora do CAS TEAcolhe, Tárcia Cheiram, as famílias relatam diferentes motivos para não comparecer. “As justificativas variam entre problemas de saúde, dificuldades financeiras, transporte, clima ou tempo. Em alguns casos, percebemos desorganização e falta de priorização do tratamento”, analisa.


Fila de espera preocupa

O número de ausências chama ainda mais atenção diante da alta demanda pelo serviço. Atualmente, 338 pessoas aguardam na fila por atendimento.


Para a coordenação, cada consulta perdida representa uma oportunidade desperdiçada para alguém que ainda não conseguiu vaga, além de prejudicar a continuidade do tratamento de quem já está em acompanhamento. “Nossos profissionais estão no local, no horário marcado, e aquela carga horária poderia estar sendo utilizada por outra pessoa”, reforça Tárcia.


Como estratégia, a unidade tem intensificado o trabalho de conscientização com mães e responsáveis, além de manter um mapeamento de pacientes que moram próximos ou têm maior mobilidade, para serem chamados rapidamente quando surgem horários vagos.


Estrutura multiprofissional

O CAS TEAcolhe conta com uma equipe de 24 profissionais, entre fonoaudiólogas, psicopedagogas, psicólogas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, fisioterapeuta, educador físico, educadora especial, psicomotricista, profissional de musicalização, setor administrativo e coordenação.


Ao todo, são mais de 310 horas semanais de atendimento, sendo:

  • 188 horas de terapias

  • 122 horas entre atendimento médico, serviço social, coordenação e apoio administrativo


Monitoramento das faltas na rede

A secretária municipal da Saúde, Camila Barreto, informou que os dados já estão sendo avaliados e que a Prefeitura pretende ampliar o monitoramento de faltas em outros serviços da rede municipal.


“O gesto de avisar com antecedência que não poderá comparecer permite reorganizar a agenda e garantir o atendimento de outra pessoa. É uma questão de coletividade e uso responsável dos recursos públicos”, destacou.


Números do CAS TEAcolhe

Mês

Agendamentos

Faltas

%

Outubro/25

1.136

281

24,74%

Novembro/25

1.026

211

20,57%

Dezembro/25

968

248

25,62%

Janeiro/26

937

244

26,04%

Total

4.067

984

24,19%

Serviço

📍 CAS TEAcolhe – junto à APAE

Rua Barão do Viamão, nº 900 – Bairro Ponche Verde

📞 (51) 9 9633-3494 (ligações e WhatsApp)


Acesso: exclusivamente por encaminhamento via unidades básicas de saúde, com regulação pelo sistema Gercon (Governo do Estado).


Entre as principais atuações estão elaboração de planos terapêuticos, reavaliações periódicas, suporte familiar, articulação intersetorial, laudos e encaminhamentos técnicos.



 
 
 

Comentários


bottom of page