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Saúde alerta para cuidado com as piscinas plásticas para combater a dengue

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    Da Redação
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

A Secretaria Municipal da Saúde está alertando a população cachoeirense para os riscos que envolvem a falta de cuidados com as piscinas plásticas, muito utilizadas nas residências nos períodos de calor. Durante as ações de combate à doença desenvolvidas ao longo desta semana pela equipe de agentes de combate às endemias, a bióloga da SMS, Rosinele Perez, destaca a incidência de piscinas plásticas nos imóveis vistoriados apresentando acúmulo de larvas do mosquito Aedes aegypti, que é vetor de doenças graves e que são consideradas atualmente os principais problemas de saúde pública no mundo: dengue, febre chikungunya e zika vírus. O alerta do Setor de Vigilância Ambiental da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) parte do princípio que a dengue é uma doença viral cuja proliferação está diretamente relacionada à presença de água parada.



A contaminação, conforme explica a bióloga, ocorre pelo fato de a piscina plástica permanecer por vários dias com água parada, geralmente sem cloração ou tratamento. “Nestas condições, o Aedes aegypti encontra ambiente favorável para a deposição de ovos, que podem se transformar em larvas e, posteriormente, em mosquitos transmissores da doença. Os ovos do mosquito são extremamente resistentes e podem sobreviver por meses nas paredes do recipiente, mesmo após o esvaziamento da água”, adverte a profissional da Saúde. Por este motivo, os órgãos responsáveis orientam que reservatórios de água sejam minuciosamente higienizados (escovando paredes e bordas), no mínimo, uma vez por semana.


COMBATENDO A ÁGUA PARADA

A secretária municipal da saúde, Camila Barreto, destaca que grande parte dos focos do Aedes aegypti está localizada no ambiente domiciliar. “Do ponto de vista da saúde pública, a população é fundamental para o controle da dengue no processo de limpeza e monitoramento dos imóveis, que precisa ocorrer de maneira contínua. Medidas simples contribuem significativamente para a redução da transmissão da doença e para a proteção coletiva”, recomenda a titular da SMS. “O combate e controle da dengue é efetivo a partir do somatório de esforços entre poder público, serviços de saúde e comunidade. Sem a participação ativa dos cidadãos, nenhuma estratégia se sustenta”.



ORIENTAÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE


  • Esvaziar a piscina sempre que não estiver em uso, evitando manter água parada por mais de 48 horas.

  • Lavar as paredes e o fundo da piscina com escova e detergente, esfregando bem para remover possíveis ovos aderidos.

  • Manter a piscina coberta, quando cheia, utilizando lona bem ajustada e sem acúmulo de água sobre a cobertura.

  • Aplicar cloro na proporção adequada, quando a piscina permanecer montada por vários dias, respeitando as orientações de segurança. Lembrando que o cloro não substitui a limpeza física.

  • Guardar a piscina seca, dobrada e em local coberto, quando não estiver sendo utilizada.

  • Evitar o reaproveitamento da água para longos períodos sem tratamento adequado.

Fotos/Texto: Viviane Souza - Ascom SMS


 
 
 
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