Falta de medicamentos na farmácia do SUS preocupa pacientes em Cachoeira do Sul
A falta de medicamentos na farmácia do Sistema Único de Saúde (SUS) tem preocupado pacientes em Cachoeira do Sul. Relatos encaminhados ao Fatos 24h apontam dificuldades para conseguir remédios de uso contínuo, situação que pode comprometer tratamentos e gerar despesas inesperadas para as famílias.
Muitos pacientes preferem não se identificar ou não se sentem à vontade para falar sobre os efeitos do desabastecimento. Para quem depende de medicamentos diariamente, porém, a indisponibilidade representa mais do que um transtorno: pode significar a necessidade de recorrer à compra com recursos próprios para evitar a interrupção do tratamento.
Entre os relatos recebidos estão os de pessoas que aguardam há mais de dois meses pela reposição de medicamentos utilizados no controle de doenças crônicas, como problemas cardíacos e diabetes. A falta de previsão para a chegada dos produtos também dificulta o planejamento dos pacientes, que precisam garantir o uso regular das medicações.
Quando os remédios não estão disponíveis na farmácia pública, a alternativa é comprá-los em estabelecimentos particulares. O custo, entretanto, pode pesar no orçamento doméstico, especialmente para quem precisa manter o uso de vários medicamentos ao longo do mês.
A situação também levanta preocupação sobre os pacientes que não têm condições financeiras de arcar com essas despesas e que dependem exclusivamente do fornecimento público para dar continuidade ao tratamento.
Secretaria afirma que medicamentos aguardam entrega
Questionada sobre o desabastecimento, a secretária municipal de Saúde, Camila Barreto, informou que todos os medicamentos que estavam em falta na farmácia municipal já haviam sido comprados pela administração e aguardavam entrega.
Sobre as medidas para evitar novos episódios, a secretária afirmou que existe planejamento para o abastecimento, com registro de preços aberto e utilização de consórcio. No entanto, explicou que os processos de aquisição estão sujeitos a atrasos.
Camila destacou que, de um total de 126 medicamentos, cinco estavam em falta. Desses, dois tinham previsão de entrega para aquela semana.
A secretária também orientou os usuários a consultar a lista de medicamentos disponíveis no site da Prefeitura, que é atualizada permanentemente.
Interrupção do tratamento exige atenção
A falta de medicamentos de uso contínuo acende um alerta para os pacientes que dependem do tratamento diário. Interromper ou alterar por conta própria o uso de remédios prescritos pode prejudicar o controle de doenças crônicas e aumentar o risco de complicações.
Quem não conseguir retirar a medicação na farmácia pública deve procurar orientação na unidade de saúde responsável pelo acompanhamento. A suspensão, a substituição ou a alteração das doses não deve ser feita sem orientação de um profissional de saúde.
Enquanto os medicamentos aguardam entrega, pacientes enfrentam a incerteza sobre quando poderão voltar a contar com o fornecimento regular. Para quem não tem condições de comprar os produtos, a falta representa um desafio ainda maior para manter o tratamento em dia.


















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